Nutrição

Alimentação saudável sem complicações: as 5 regras básicas

Se quer seguir uma alimentação saudável, mas se sente sufocada por todas as dietas da moda e a imensidão de informação que existe, não desespere. Vamos descomplicar?

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Alimentação saudável sem complicações: as 5 regras básicas
© Twenty20
Vera Santos
Escrito por
Out. 19, 2019

Numa altura em que parece que toda a gente à nossa volta é vegan ou vegetariana, segue uma dieta paleo ou cetogénica, ou foge do glúten a sete pés, viemos simplificar as suas ideias.

Voltar às origens pode ser benéfico quando somos diariamente bombardeadas com informação sobre o que devemos (ou não) comer. Saber reconhecer as bases de uma alimentação saudável é essencial se se sente um pouco perdida e não sabe bem para onde se virar.

Tal como em muitos outros aspetos da vida, às vezes, simplificar é o melhor que podemos fazer. No meio de superalimentos, suplementos alimentares e uma quantidade absurda de sementes (estão em todo o lado!), é bom saber que o simples ainda existe e é mais do que suficiente para a maioria das pessoas.

Com base na opinião profissional de uma nutricionista e uma médica, o site Well and Good fez um apanhado das regras mais importantes para quem quer fazer do ditado “menos é mais” um lema na sua alimentação. Continue a ler para saber aquilo que realmente importa no que toca aos seus hábitos alimentares.

As 5 regras básicas da alimentação saudável

1. Quanto menos processados, melhor

Os alimentos que não passaram por qualquer tipo de processo de transformação são a escolha mais acertada. Estes alimentos são aqueles que sabemos que não têm aditivos prejudiciais e estão na sua forma mais natural (dentro dos possíveis). Estamos a falar de frutas, vegetais e, na sua maioria, alimentos não embalados. No entanto, nem tudo o que está embalado é inimigo da nossa saúde.

Regra geral, quanto mais curta for a lista de ingredientes, melhor. Também é importante ter em conta que essa lista de ingredientes está ordenada por ordem decrescente. Isto é, o ingrediente que aparece na posição inicial é aquele que se encontra em maior quantidade e assim sucessivamente. Por isso, já sabe: ler os rótulos é extremamente importante e fugir de ingredientes que não conhece é quase sempre uma escolha acertada.

Não é preciso ir a correr ao supermercado biológico mais próximo gastar todo o seu dinheiro em alimentos com nomes impossíveis de pronunciar. “Banana”, “espinafres” e “sopa” todos sabemos dizer, e não há nada como simplificar quando tudo o resto parece andar a mil à hora.

2. Vegetais, vegetais, vegetais

É tão simples como comer mais vegetais. Devemos comer cerca de cinco porções de frutas e legumes (no total) por dia. De acordo com as especialistas citadas pelo Well & Good, só dessa forma poderemos reter as fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que o nosso corpo necessita.

Está cientificamente provado que as dietas ricas em vegetais (como a Mediterrânica) têm inúmeros benefícios para a saúde, como a melhoria da saúde cardiovascular e a diminuição do risco de mortalidade.

3. Não deixe que a comida a stresse

O momento da refeição deve ser quase sagrado. Não suporta o sabor dos brócolos? Não os coma. Por mais que tente pôr aveia em tudo e mais alguma coisa, simplesmente não consegue aprender a gostar? Então evite-a!

Relaxe, coma aquilo de que realmente gosta e encontre o que funciona para si. Se associar a alimentação saudável a comidas de que não gosta, nunca vai ter uma relação sã com os alimentos e, consequentemente, nunca terá uma boa relação com o seu corpo.

Aprenda que somos todos diferentes e que lá porque a sua amiga não consegue parar de falar de sementes de chia, não quer dizer que tenha de se forçar a incluí-las na sua alimentação.

Ao mesmo tempo, não ponha uma cruz em certos alimentos só porque comeu uma vez e não adorou. Experimente receitas diferentes e descubra novos sabores. Deixe-se apaixonar pela comida e verá que será mais feliz.

4. Encontre um plano alimentar que se adeque ao seu estilo de vida

Pense se essa dieta “milagrosa” de que tanto ouve falar e que quer experimentar é a melhor opção. Se soa a tortura, certamente será tortura. Como referimos no ponto anterior, se a comida a stressa, então algo está mal. Tente parar de pensar demasiado e simplifique.

Considere mudar os seus hábitos alimentares aos poucos, em vez de arrancar o penso de uma só vez. Será mais fácil manter o seu novo estilo de vida se o seu plano alimentar for fácil de seguir, sem demasiadas restrições ou obrigações.

E, por favor, coma o chocolate. Não pense mais nisso e coma o chocolate (para a próxima compre com mais de 70% de cacau).

5. Seja a Deusa da hidratação

Leve consigo uma garrafa de água para todo o lado. Faça dela um acessório tão importante como o telemóvel ou a carta de condução. Trabalho? Água. Escola? Água. Ginásio? Adivinhe. Água!

A hidratação é vital e tem mais benefícios do que pensa. Muitas vezes, quando achamos que sentimos fome estamos apenas desidratadas. Por isso, da próxima vez que lhe apetecer petiscar qualquer coisa, beber uns golos de água pode resolver o problema.

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