Beleza

Massagens faciais para exercitar o rosto (e que pode fazer em casa)

À semelhança dos músculos do corpo, os do rosto também precisam de ser ‘trabalhados’ para fazer frente ao envelhecimento cutâneo. Sente-se, relaxe e embarque nesta viagem ao mundo das massagens faciais.

Untitled-7 Untitled-7 Untitled-7
Massagens faciais para exercitar o rosto (e que pode fazer em casa)
© Getty Images
Mariana Nave
Escrito por
Jun. 26, 2020

Passamos uma vida inteira a investir em cremes com tecnologias inovadoras, ingredientes únicos e texturas envolventes que nos transportam para longe, porém, nada disso interessa se o método de aplicação não for o correto.

Talvez por isso, nos últimos anos, tenha crescido tanto o mercado dos tratamentos faciais e o número de especialistas a realizá-los, até porque no que diz respeito às massagens de rosto, as técnicas mais usadas continuam a ser as ancestrais.

Reunimos alguns conselhos e falámos com especialistas que prometem ensinar-lhe a fazer algumas delas em casa.

Era uma vez…

As massagens faciais modernas foram fortemente influenciadas por práticas orientais e os seus resultados são verdadeiramente surpreendentes.

Para Sílvia Tavares, esteticista e Trainer & Operations Assistant no Angel’s Health and Beauty Institute, a prova está nas técnicas adaptadas de massagens antigas. “A massagem Kobido, originária do Japão, trabalha a musculatura facial para aliviar tensões e atenuar as rugas de expressão, funciona como uma aula de ginásio de condicionamento total, mas para o rosto”.

Já a Marma, originária da Índia, “é influenciada pela medicina Ayurveda e atua através de pontos de pressão no rosto, desbloqueando os fluxos de energia. Isto influencia vários sistemas, ajuda a descongestionar o rosto quando existem edemas, promove a drenagem linfática e diminui a inflamação”.

A especialista refere ainda o Cupping, também designado como “massagem de rosto com ventosas, proveniente da China. É conhecida pela sua aplicação no corpo, no entanto é também muito usada no rosto. As ventosas criam uma sucção na pele e eliminam toxinas, ativam a circulação sanguínea, promovem a drenagem linfática, aliviam tensões musculares no rosto e reduzem rugas profundas”.

Para finalizar, Sílvia Tavares refere a drenagem linfática, talvez uma das massagens mais conhecidas: “popularizada em 1936 pelo médico austríaco Emil Vodder, é uma técnica de massagem efetuada com pressões suaves, lentas e relaxantes que seguem o trajeto do sistema linfático.”

Mas como atua? “Ajuda a eliminar toxinas, reduz edemas, favorece a regeneração e a oxigenação dos tecidos e estimula o sistema imunitário. É uma técnica muito recomendada para todos os tipos de pele, mas usada sobretudo para pele com rosácea, acne, muito sensível ou reativa e ainda no pré e pós-operatório”, explica a especialista.

Uma massagem por dia

Em entrevista à Saber Viver, a facialist Joanna Czech afirma que “as texturas e aromas afetam o modo como nos sentimos, tanto podem relaxar-nos, como podem criar o efeito oposto e provocar-nos dores de cabeça ou irritação. Em relação a abrandar o processo de envelhecimento, penso que o modo de aplicação dos produtos e o movimento que se faz ajuda a tirar o melhor proveito dos mesmos”.

No entanto, a especialista refere que aconselha todas as pessoas a fazerem tratamentos faciais pelo menos uma vez por estação, “se for um tratamento normal, sem uso de tecnologia, aconselharia o mínimo de quatro vezes ao ano, de forma a controlar a reação e comportamento da pele em cada estação”.

Para Izabel de Paula, Body Shaper Expert e proprietária do espaço Izabel de Paula, “podemos fazer massagens faciais em casa todos os dias, visto que estes estímulos vão ajudar a circulação linfática e sanguínea, aumentando a produção de colagénio e elastina.”

Acrescenta ainda que “Isto garante uma pele firme, luminosa e sem rugas. Deve depois ser completado em gabinete, idealmente uma vez por semana, isto porque os movimentos realizados por uma profissional serão mais precisos e potentes”.

Benefícios das massagens faciais

  • Melhora a circulação sanguínea, que provoca uma melhor oxigenação das células, garantido uma pele mais nutrida e luminosa;
  • Renovação celular, devido à remoção das células mortas, para um rosto suave e tom mais uniforme;
  • Estimulação do sistema linfático, que reduz inchaços e elimina toxinas;
  • Estimulação do sistema muscular, melhorando a firmeza da pele do rosto;
  • Aumenta a temperatura da pele, melhorando a absorção dos produtos.

Experimente uma destas massagens faciais em casa

Para uma massagem durante a limpeza do rosto, Sílvia Tavares aconselha:

1. Usar movimentos circulares ascendentes com as pontas dos dedos – começar no pescoço, subir para o queixo, maçãs do rosto, olhos e testa;

2. Volte novamente ao queixo e, com o indicador e polegar em pinça, dê pequenos beliscões no centro do queixo, percorrendo a mandíbula e voltando ao centro do rosto;

3. Deve fazer um caminho em ziguezague até à testa. Aqui, opte por movimentos mais estimulantes, que promovam a vibração dos tecidos, a libertação de células mortas e de toxinas.

No caso da massagem de drenagem linfática, a especialista Izabel de Paula refere que é fácil de adicionar às rotinas diárias e demora menos de cinco minutos:

1. Comece por colocar os dedos indicador e médio na parte interna dos olhos e vá pressionando desde essa zona até ao parotídeo, perto das orelhas;

2. Pressione cinco vezes e repita o movimento – pode guiar-se pelo osso por baixo dos olhos, conhecido como zona orbicular;

3. De seguida, faça o mesmo movimento mais abaixo, mas na direção ascendente, novamente para o parotídeo;

4. Para drenar a zona da mandíbula, deve utilizar o polegar e indicador em forma de pinça e arrastar os dedos do queixo até à zona da mastoide, atrás do lóbulo da orelha. Este movimento também deve ser feito cinco vezes.

Descobrir o passo-a-passo

Siga estas facialists no Instagram e aprenda a fazer massagens faciais em casa.

Joanna Czech @joannaczechofficial

Abigail James @abigailjames1

Izabel de Paula @izabeldepaula_oficial

Joanna Vargas @joannavargasnyc

A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 240, junho de 2020.

Últimos