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Saiba como se proteger da luz azul

Já sabemos que a luz azul emitida pelos computadores e telemóveis envelhece a pele. Porém, poucas são as pessoas a protegê-la com um cuidado adequado. Aprenda a defender-se.

Toda a gente sabe da importância de usar protetor solar ao longo do ano – e não só nos meses de verão – e de que forma o sol afeta a pele. No entanto, a proteção da radiação UV já não é suficiente.

Um novo inimigo decidiu aparecer e contribui em larga escala para o envelhecimento prematuro: a luz azul.

Mas afinal, o que é a luz azul?

Considerada o agente silencioso da nossa era, a luz azul emitida pelo sol e aparelhos eletrónicos é prejudicial para a pele, principalmente porque está presente no nosso quotidiano, de manhã à noite – quer seja no computador, enquanto trabalhamos ou em casa, enquanto navegamos pelo Instagram e Facebook no telemóvel.

Um estudo realizado pela Accel e Qualtrics, em 2017, concluiu que os millennials olhavam para o telemóvel cerca de 150 vezes por dia. Já a restante população adulta acumula mais de dez horas diárias à frente do ecrã, apurou outro estudo realizado pela Nielsen.

Com números alarmantes como estes, podemos constatar que estamos mais tempo expostos à luz azul do que costumávamos estar ao sol.

Inimiga silenciosa: os riscos associados à exposição da luz azul

A luz azul produz uma quantidade de energia bastante alta que consegue penetrar na derme e na epiderme, danificando indiretamente o ADN.

Ou seja, ao contrário da luz emitida pelo sol, a luz azul não cria uma reação automática na pele após uma exposição prolongada. Esta não fica vermelha nem sensível. No entanto, acelera os sinais de envelhecimento, piorando as rugas, linhas finas e manchas de pigmentação. E promove o processo de oxidação que leva à inflamação, danificando a barreira protetora da pele.

E se acha que os problemas se ficam por aqui, desengane-se, pois não é só na pele que a luz azul deixa as suas marcas. Esta altera o ritmo circadiano, diminui a capacidade de foco dos olhos e, em pessoas que estejam muito tempo expostas, aumenta o risco de obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.

É possível travar esta luz!

É importante defender-se e proteger a pele, mas usar um protetor solar comum não basta. Existem mudanças a fazer na rotina diária.

Em relação aos cosméticos a usar, escolha sempre solares com fórmulas ricas em antioxidantesque impeçam a luz azul de penetrar na pele.

Aliado a este cuidado, pode ainda fazer tratamentos caseiros que combatam a fadiga da pele. Para isso, escolha séruns ricos em ácidos gordos, antioxidantes e ceramidas. Estes reconstruam a barreira lipídica, retêm a hidratação e reduzem as rugas.

Para os olhos, opte por cremes que já tenham proteção solar e cuja textura refresque e hidrate esta zona delicada.

Mecanismos de defesa

Coloque em prática estas alterações no seu dia a dia para dar descanso à sua pele (e aos seus olhos):

Instale filtros de luz azul no telemóvel. Este tipo de filtros ajusta a cor do ecrã e reduz o cansaço visual. Procure no seu smartphone pelo “modo noturno” ou instale uma app especializada, como Night Shift ou Twilight;

Antes de dormir, evite mexer no telemóvel e, se possível, desligue a televisão. Leia antes um livro;

• Se tiver uma insónia, não mexa no telemóvel a meio da noite. A luz azul interfere na qualidade do sono e interrompe-o;

• No trabalho, levante-se várias vezes para descansar os olhos, mas não leve o telemóvel consigo;

• Quando sair com os seus amigos, aproveite a companhia e o ambiente diferente e evite estar sempre agarrada ao telemóvel.


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