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Maldivas: o destino de sonho que vai querer conhecer este ano

Independentemente do resort em que escolher ficar, as férias nas Maldivas serão, por certo, uma experiência única e inesquecível.

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Maldivas: o destino de sonho que vai querer conhecer este ano Maldivas: o destino de sonho que vai querer conhecer este ano
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Mar. 28, 2026

A primeira vez que se chega às Maldivas e, ainda dentro do avião, se avistam as dezenas e dezenas de ilhas que compõem este país, é inevitável sentir uma explosão de sentimentos. De felicidade e de gratidão… É que, in loco, as Maldivas são ainda mais idílicas do que se imagina. Águas transparentes, boa comida, cultura, saber receber…

Já agora, sabia que Portugal está historicamente ligado às Maldivas? Pois há muito mais que ficará agora a saber com este guia que lhe preparámos e que pode fazer a diferença antes, durante e após uma possível viagem sua até à “ilha dos sonhos”.

A preparação da viagem

O planeamento é muito vantajoso para quem decidir carimbar Maldivas no seu passaporte. Não existem voos diretos desde Portugal, pelo que as escalas ‘naturais’ fazem-se em Istambul, Dubai ou, mais recentemente, Abu Dhabi. Desde Lisboa são sete a oito horas de voo, mais umas horas de escala, e um novo voo de cerca de quatros horas até Malé, a capital das Maldivas.

Quer poupar umas centenas de euros? Reserve o voo o mais cedo possível. Atualmente, já é raro encontrar bons preços de voos last minute. Por exemplo, fizemos hoje uma simulação de voo Lisboa-Malé para a primeira semana de junho e pagaríamos 1069€/pessoa ida e volta; fizemos o mesmo exercício, mas para viajar em março, e o total baixou para os 616€, com a mesma duração de voo.

Como é óbvio, se viajar na época baixa deles – entre abril e agosto –, melhor. Para que tudo seja perfeito e se diminua a probabilidade de “surpresas”, sugerimos que compre um pacote voo-estadia numa agência de viagens em Portugal, mas, se decidir fazê-lo autonomamente, isto é, se quiser comprar os voos e reservar o resort no site oficial do mesmo, sugerimos que pesquise em sites como skyscanner.pt, booking.pt, cheapflights.com.

Última hora

Se tiver um perfil mesmo aventureiro, pode sempre marcar duas ou três noites num resort e, uma vez lá, procurar outros resorts localizados em ilhas próximas. Nestes casos, sim, é comum conseguir preços de última hora – reduções entre 20 e 50 por cento. Com sorte, sobretudo, quando os resorts são muito próximos uns dos outros, consegue transfer gratuito ou a baixo custo.

Uma vez no aeroporto de Malé, basta dirigir-se ao balcão com o nome do resort que reservou – estão logo na zona central, imediatamente após a saída da porta de recolha da bagagem. Aí fará o registo da sua chegada e encaminham-na para o barco (speedboat) ou hidroavião que a levará ao verdadeiro dolce fare niente.

Os resorts em que ficámos

Escolher um hotel nas Maldivas é muito fácil, pois a maior parte deles roça a perfeição. Damos duas boas opções, totalmente diferentes entre si, quer pela distância até ao aeroporto, quer pela estrutura, design e serviços. Um fica no Atol Sul, a uma hora de voo desde Malé, e o outro fica a apenas 15 minutos de speedboat. Ambos são perfeitos para uma lua de mel, para umas merecidas férias a dois ou em família, como foi o nosso caso.

The Residence Maldives, Falhumaafushi

Fica a uma hora de voo desde Malé, mas vale todo o esforço de quem, como nós portugueses, já vem de uma longa viagem para ali chegar. Aquela sensação de olhar em redor e observar a beleza natural, quase intocável, de uma ilha de sonho apazigua qualquer tipo de cansaço.

As primeiras impressões foram muito boas e, acredite, tudo ficou ainda melhor de dia para dia. A hospitalidade, a simpatia, a disponibilidade de todos é algo marcante. Podemos adiantar que o resort superou todas as expetativas que tínhamos, sustentadas em várias pesquisas prévias.

A ilha de Falhumaafushi é realmente grande, a praia tem a areia mais fina e branca que já vimos e a água do mar é realmente quente e translúcida.

O resort tem 94 villas localizadas no maior e mais profundo atol do mundo, com oportunidades de mergulho e snorkeling consideradas pelos entendidos na matéria como das melhores das Maldivas. Dispõe de várias opções de alojamento – water villas, jardim e beach villas com e sem piscina – nós ficámos nestas últimas. E um detalhe muito importante: tudo incluído!

Tudo incluído

Lembre-se que, normalmente, cada ilha é um resort. Ou seja, é preferível pagar por um regime de pensão completa ou tudo incluído do que pagar só com pequeno-almoço incluído e depois ter de pagar lá todas as outras refeições, porque não tem mais nenhum lugar onde ir comer. Sair-lhe-á muito mais caro.

O regime de tudo incluído é realmente diferenciador: tem comida e bebida na villa repostas diariamente, sendo permitido comer em qualquer bar ou restaurante da ilha: no The Dining Room, no The Sunset Grill ou no The Falhumaa, que serve uma variedade de pratos internacionais.

Não podemos deixar de salientar que a ilha Falhumaafushi tem dois resorts que pertencem à mesma cadeia hoteleira: o The Residence Maldives, onde ficámos hospedados, e o The Residence Maldives Dhigurah. Pode-se circular livremente entre eles – a pé, de bicicleta ou num dos buggees que vão passando – e consumir onde mais lhe apetecer. A ponte que une os dois resorts é muito bonita e é um lugar impossível de não parar para tirar a foto da sua vida. Fica ladeada por uma autêntica lagoa azul e ao meio tem uma inesquecível praia – com suporte de bar – e uma língua de areia mar adentro.

Por fim, salientar o Spa by Clarins, onde os tratamentos são feitos em water villas privativas. Nós, mulheres, vamos de férias, mas o spa é sempre um apelo enorme. Ainda para mais nas Maldivas e com terapeutas incríveis – de Bali, curiosamente. Também fizemos um sunset para observação de golfinhos, snorkelling e stand up paddle.

SO/ Maldives

Foto: Natelee Cocks

Um resort que nos surpreendeu desde que chegámos ao speedboat. De facto, não é por estar tão perto do aeroporto que não se encontram excelentes lugares onde ficar. Estávamos um pouco reticentes por estar ‘montado’ numa ilha artificial, mas é algo que se esquece em dez segundos.

A ilha é pequena, mas tem tudo o que normalmente se procura num resort nas Maldivas, a começar pelo facto de estar rodeado por uma imensa lagoa azul com a água quente e transparente. Um cenário de filme, está a imaginar, certo?

O SO/ Maldives é um resort cinco estrelas muito moderno, com um lifestyle chique e glamoroso, onde também se destaca a amabilidade dos funcionários, a comida – que saudades! – e o kids club – pais, é um descanso! O SO/ Maldives tem buggies ao dispor e bicicletas para quem fica nas water villas, mas, na prática, faz-se tudo muito bem a pé.

Ficámos numa villa de praia com piscina, que nos impressionou pelo enorme bom gosto na decoração, opções tecnológicas que nunca tínhamos visto e uma qualidade de materiais que justificam categorizá-lo, de facto, como um resort de luxo.

Ao lado da nossa villa ficava o The Zone, o espaço de desporto outdoor e náuticos. Beach volley, stand up paddle, canoagem… Assim como o acesso ao ginásio e ao spa.

Foto: Natelee Cocks

Para comer

Em termos de espaços de refeições, o nosso destaque vai para o restaurante principal: The Citronelle Club. Um lugar que parece que se reinventa consoante serve o pequeno-almoço, o almoço ou o jantar! De manhã, enquanto as crianças ficavam maravilhadas com as panquecas e o sabor dos sumos naturais, os adultos experimentavam alguns pratos locais até se renderem às omeletes e ovos fritos com salmão fumado. Atenção: os gostos não se discutem! Jantar à la carte com imensas opções, mas muito focado no peixe e marisco. Camarão-tigre, posta de atum, pad thai, ceviche de lagosta…

Outra opção passível de reserva é o Hadaba, um restaurante de inspiração árabe. Elegante, imponente e com um ambiente apropriado. Divinal.

Durante o dia é na zona da piscina que tudo acontece. A decoração colorida traz a tal irreverência e internacionalização ao SO/ Maldives. Podemos dizer que o ambiente geral desta zona faz lembrar as praias de Miami, mas com o calor das Maldivas e a beleza das suas águas. É um lugar perfeito para estar com bebés ou crianças pequenas – a piscina tem vários níveis de altura, imensos espaços com sombra e cabines privadas onde pode descansar, ouvir música, almoçar… Fica ao lado do Lazuli Beach Club, que serve pratos rápidos ao almoço – pizas, hambúrgueres, ceviche, saladas, etc. -, tem DJ ao vivo e uma carta de cocktails notável.

Foto: Natelee Cocks

Novos projetos

Já se diz que as Maldivas arriscam tornar-se um próximo Dubai, tal é o número de projetos de construção de ilhas artificiais para aumentar a oferta neste destino de sonho e precaver o impacto climático associado ao provável desaparecimento de algumas ilhas.

A Cidade Flutuante das Maldivas é um exemplo. Já foi aprovado e prevê a construção de 5000 estabelecimentos a cerca de 15 minutos do aeroporto internacional na capital, Malé. Estamos a falar de casas, hotéis, lojas, restaurantes, construídos sob um plano de sustentabilidade. É uma mudança de direção discutível, mas que poderá trazer mais concorrência e, provavelmente, preços mais acessíveis.

Paralelamente, o aeroporto está a ser aumentado para se preparar para um desejado aumento do número de turistas.

A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 294, dezembro de 2024.

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