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Quer poupar para a reforma? Deveria ter começado ontem

O tempo é o ingrediente mais importante na sua poupança de longo prazo. Saiba porquê.

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Quer poupar para a reforma? Deveria ter começado ontem
© GettyImages
Escrito por
David Almas
Dez. 03, 2019

Muitas mulheres não começam a investir para a reforma porque pensam que a sua capacidade de aforro mensal é ridícula. Nada mais errado: ridículo é chegar à aposentação sem pé-de-meia. Todos os euros que consiga poupar agora podem ser maximizados.

Se, em vez de poupar 360 euros por mês nos 10 anos anteriores à reforma, amealhar 68 euros por mês durante 35 anos, acumula aproximadamente o mesmo montante, cerca de 50 mil euros, assumindo uma rentabilidade anual de 3%. Isto quer dizer que é possível cortar o esforço mensal para um quinto se mais do que triplicar o prazo de aforro.

O que fazer a poucos euros

Os planos de poupança-reforma (PPR) e os fundos de investimento são alguns dos instrumentos mais populares nas aplicações de longo prazo. É possível subscrever alguns destes produtos apenas com trocos: após a aplicação inicial (por exemplo, 250 euros), os reforços podem ser satisfeitos com 25 euros, 10 euros ou, mesmo, 1 euro.

As instituições financeiras procuram facilitar a vida às investidoras. Em alguns bancos, é possível programar as subscrições ou investir através de débito direto.

Se o produto que quer eleger para a sua reforma tem um mínimo de subscrição elevado, terá de recorrer à técnica do mealheiro: acumular os poucos euros numa aplicação temporária, como Certificados de Aforro, até que tenha o dinheiro suficiente para investir no instrumento eleito.

Otimizar a rentabilidade

O tempo é provavelmente o ingrediente mais importante na sua estratégia de poupança para a reforma, mas não é o único: a rentabilidade é crucial. Investir 200 euros por mês à taxa de 1,5%, um valor próximo da inflação da última década, acumula tanto ao fim de 30 anos como aplicar 100 euros a 5,6%.

Não pense que 5,6% é inalcançável. As ações mundiais renderam 5,2% por ano acima da inflação nos últimos 118 anos, segundo os estudos mais recentes.

Nem sempre se deve aplicar todo o património no mercado acionista. As ações (e os fundos que investem em ações) tendem a estar entre as aplicações mais rentáveis de longo prazo, mas é preciso garantir que não precisará do dinheiro nos próximos anos ou, preferencialmente, nas próximas décadas. Só alargando o prazo de investimento é que é possível ultrapassar com sucesso os solavancos de curto prazo, tão característicos dos mercados acionistas.

As aplicações de curto e de médio prazo devem ficar aplicadas no conforto de instrumentos mais conservadores, como fundos de obrigações, depósitos bancários e títulos de dívida pública.

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