Sociedade

Editorial de abril: Feliz aquele que é livre!

As palavras da diretora da Saber Viver na edição de abril da revista.

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Editorial de abril: Feliz aquele que é livre! Editorial de abril: Feliz aquele que é livre!
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Tânia Alexandre
Escrito por
Mar. 27, 2022

Algumas das nossas entrevistas terminam com a pergunta: O que é para si Saber Viver? Atrevo-me a dizer que, até aos dias de hoje, na sua maioria os nossos entrevistados consideram que saber viver é ser livre e estar em paz com as suas escolhas, é saber desfrutar das coisas simples da vida, é ter tempo para os seus, é ter acesso a oportunidades e poder cumprir os seus sonhos, é procurar ser feliz. Dimensões que à partida são um lugar-comum, que parecem simples de concretizar, acessíveis a todos e na mão de qualquer um, mas se analisadas mais profundamente cruzam conceitos como o de liberdade e felicidade.

Numa altura em que, infelizmente, os acontecimentos atuais voltam a relembrar-nos da forma mais dura e monstruosa que a liberdade é um privilégio de poucos, refletir sobre os testemunhos dos nossos entrevistados e sobre estes temas na nossa edição de abril faz ainda mais sentido.

O que pode encontrar nas páginas da Saber Viver de abril (nas bancas)

É por isso que a convido a ler a entrevista a Manuel Vilas, premiado escritor e poeta espanhol com quem falámos sobre amor, guerra e bondade e em como faz da sua arte, e cito, “uma luta pela fraternidade dos povos, pela justiça e bondade universais” (pág. 112) e também o artigo em destaque desta edição — Tudo o que nos faz felizes (pág. 70).

Se o senso comum já nos diz que uma das coisas que nos faz feliz é cuidar do outro, neste artigo poderá ler que a ciência corrobora esta relação: a felicidade aumenta quando sentimos que estamos a fazer mais por nós, mas também pelos outros: estudos comprovam que os níveis de felicidade de uma sociedade aumentam quando existe mais interajuda, cooperação e desenvolvimento de relações interpessoais genuínas, sem interesse ou expectativa de retorno.

A dor, o sofrimento, o sentimento de privação de liberdade é igual no mundo inteiro. E em todo o mundo há pais, mães, filhos e irmãos à espera de uma mão solidária

Por este motivo, não poderia deixar de abordar a forma como a sociedade civil respondeu ao pedido de ajuda do povo da Ucrânia. A empatia, compaixão e generosidade que temos sentido é talvez das manifestações mais bonitas que alguma vez já fizemos.

Que continuemos assim mesmo quando o tema esmorecer nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social. Que continuemos a acolher o povo ucraniano, a ajudar na sua integração, a sarar as suas feridas e, sobretudo, a assegurar os valores da liberdade e da democracia. E que este ímpeto e vontade de ajudar o “Outro” se generalize a outros conflitos: Síria, Iémen, Somália, Afeganistão… sem discriminação.

A dor, o sofrimento, o sentimento de privação de liberdade é igual no mundo inteiro. E em todo o mundo há pais, mães, filhos e irmãos à espera de uma mão solidária.

Espero que estas páginas lhe tragam inspiração e a façam parar em alguns momentos para pensar nas suas escolhas, decisões e na forma como vive a sua liberdade ou procura a sua felicidade.

A edição de abril da Saber Viver já está nas bancas, num local perto de si. 

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