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Vamos andar de bicicleta? Benefícios, cuidados a ter e a ideal para si

Fazem bem à saúde, ajudam a manter a boa forma física, são amigas do ambiente e ainda podem poupá-la das intermináveis horas e filas de trânsito. Precisa de mais motivos para abandonar o seu transporte habitual e passar a andar de bicicleta?

Há muito que andar de bicicleta deixou apenas de ser uma prática associada aos grupos de homens amantes de BTT que se juntam aos fins de semana para se aventurarem pelos trilhos. Em qualquer cidade, já são muitas as pessoas que abdicaram do automóvel para ir de bicicleta para o trabalho. Ou que privilegiam um passeio de bicicleta a uma caminhada.

Parece que virou moda andar de bicicleta e esperamos nós que deixe de ser uma moda e passe a ser uma prática comum, a bem da sua saúde e também do ambiente. Ainda há um longo caminho a percorrer (ou melhor a pedalar), mas são cada vez mais as pessoas conscientes dos ganhos em termos de qualidade de vida.

E as cidades estão também elas mais amigas dos ciclistas – com vias próprias ou locais para deixar, em segurança, esta companheira de viagem.

Porque é que deve andar bicicleta? 6 benefícios a reter

1. Poupa tempo e dinheiro

Trocar as quatro rodas de um automóvel pelas duas de uma bicicleta traz benefícios em termos financeiros. Se pensar no dinheiro que gasta em transportes públicos ou em combustível numa semana (ou num ano), verá que fará uma poupança significativa.

Além disso, consegue livrar-se dos transportes públicos que podem por vezes ser uma tarefa dolorosa – horas de ponta e autocarros apinhados, filas de espera à chuva…

2. Corpo fit e saúde de ferro

É ou não verdade que os ciclistas se distinguem pelas suas pernas torneadas? Nada é por acaso, dado que ao pedalar trabalha os quadricípites, tricípites e glúteos. Também o facto de se usar mudanças ajuda a esculpir a parte superior do nosso corpo, tonificando-o.

Por isso, se não é pessoa de ir ao ginásio e tem dificuldade em comprometer-se com uma atividade desportiva regular, andar de bicicleta pode ser a melhor estratégia para incluir a prática de exercício na sua rotina.

É uma excelente forma de queimar calorias e um excelente exercício para a prevenção de doenças cardiovasculares – reduz o mau colesterol, o risco de enfarte e estimula o sistema imunitário.

3. Articulações Protegidas

Andar de bicicleta exerce menos pressão nos joelhos, nos tornozelos e na coluna do que caminhar ou correr.

4. Melhoria da sensação de bem-estar

A sua saúde mental é tão importante quanto a sua saúde física. O exercício liberta endorfinas e isso, combinado com um percurso ao ar livre e a diversão de andar de bicicleta, pode realmente proporcionar-lhe sensações de bem-estar e elevar o seu humor e energia.

5. Mais amiga do meio ambiente

Os carros são responsáveis por 10% da nossa pegada ecológica – poluição, ruído, agressão nas nossas cidades.  Ao substituir de forma regular o carro pela bicicleta, está a fazer muito mais pelo planeta do que aquilo que imagina.

6. Conheca novas pessoas e lugares

Andar de bicicleta pode ser uma boa maneira de conhecer novas pessoas e fazer amigos. O ciclismo é uma prática sociável: incentiva à conversa com outros ciclistas durante as deslocações, há muito o sentimento de pertença a uma comunidade e muitos eventos.

Partir à aventura sobre duas rodas dá-lhe também uma outra perspetiva dos locais.  E ainda a oportunidade de conhecer novos percursos e lugares que até então desconhecia ou desvalorizava.

Cuidados a ter para ciclistas de primeira viagem

Já não anda de bicicleta desde os tempos de infância? Como bem sabe, é algo que nunca se esquece. No entanto, há certos cuidados que deve ter antes de se aventurar a descobrir a cidade em cima de um selim e duas rodas;

1. Como qualquer outro exercício físico, deve fazer alguns alongamentos prévios antes de pedalar: trabalhar os músculos das pernas, os glúteos, a zona lombar e o pescoço durante alguns minutos.  A cada dia que passa, vá aumentando a duração dos alongamentos;

2. Não se esqueça de aplicar protetor solar e de usar capacete e colete refletor. Aposte também em roupa almofadada na região do corpo que fica em contacto com o selim;

3. Evite travagens ou mudanças de direção repentinas. Utilize sinais sonoros ou gestuais para avisar os outros da direção que vai tomar;

4. Não se esqueça de levar a bicicleta ao mecânico, pelo menos uma vez por ano.

Escolha o tipo de bicicleta ideal para si

Bicicletas elétricas

As ebikes são muito práticas para andar pela cidade e permitem-lhe optar por pedalar ou simplesmente acelerar, se pretender que seja o motor a fazer  o esforço.

Bicicletas híbridas

É a bicicleta para quem gosta de enfrentar  os obstáculos da cidade, mas não quer abdicar do conforto que lhe traz a largura dos guiadores. São menos aerodinâmicas e a velocidade não é o seu forte. São o melhor equilíbrio entre uma bicicleta de estrada e uma de montanha, porque combinam o desenho das BTT com as rodas de uma de estrada.

Bicicletas touring

São versáteis, duráveis, não são adequadas para grandes velocidades, mas para quem tem de percorrer longas distâncias em cidade. Têm ainda o extra de ter a capacidade para carregar pastas, mochilas, lancheiras…

Bicicletas dobráveis

Pensadas para quem vive na cidade, tem pouco espaço em casa e não quer deixar a bicicleta na rua quando a leva para o trabalho. São pesadas, mais instáveis e há que saber manobrá-las. A grande vantagem é que são mais pequenas e basta dobrá-las para se arrumarem em qualquer lado.

Bicicletas BMX

Usadas em terrenos de motocross, não são uma boa opção para andar em cidade, dado que não são tão confortáveis nem rápidas. São para quem gosta de dar umas voltitas e fazer uns “malabarismos”.

Bicicletas de estrada

São mais leves, têm os pneus muito finos, perfeitas para usar em ruas não pavimentadas, para quem gosta de velocidade e precisa de percorrer longas distâncias.

Bicicletas de montanha

As bicicletas todo-o-terreno. Para trilhos entre os bosques ou montanhas. São um pouco mais pesadas e os pneus são desenhados para terrenos irregulares

Opções green urbanas: bicicletas partilhadas

Entrámos numa nova era da mobilização nas grandes cidades, em que transportes alternativos mais sustentáveis e ecológicos ganham destaque.

Se não tem disponibilidade financeira para investir na bicicleta dos seus sonhos, não é por isso que tem de abandonar esta alternativa de transporte urbano. Sobretudo se viver no centro das principais cidades.

As bicicletas partilhadas chegaram há um par de anos a território luso e vieram para ficar. Fique a conhecer alguns destes serviços disponíveis em Portugal:

GIRA – Bicicletas de Lisboa

A rede de bicicletas partilhadas da EMEL arrancou em setembro de 2017 e conta hoje com 400 bicicletas e 74 estações. Podemos encontrá-las nas zonas do Parque das Nações, Alvalade, Campo Grande, Avenidas Novas, Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade, Telheiras, Areeiro, Baixa e a zona ribeirinha. E outras zonas serão abrangidas em breve, segundo o site da empresa.

Para aceder ao serviço, precisa de ter a app no seu smartphone e escolher um dos passes disponíveis – anual (25€), mensal (15€) ou diário (2€). Pode contar com bicicletas clássicas e elétricas.

Jump Bikes

É a rede de bicicletas elétricas partilhadas da Uber. Ao contrário da Gira, estas não precisam de ser arrumadas em estações específicas.

Para as usar, basta ter a aplicação da Uber. A app permite então selecionar o modo Viajar, com motorista, ou Pedalar, com uma Jump Bike. O custo é de 0,15€ por minuto e funciona sem taxa de ativação.

MobiCascais

Cascais tem desde 2017 um sistema de bike-sharing inserido no MobiCascais. Esta plataforma de mobilidade integrada é destinada a residentes, trabalhadores e visitantes do concelho.

O serviço de bicicletas partilhadas está disponível a partir de 3,90€/dia, bastando para isso descarregar a app MobiCascais e subscrever o serviço.

As bicicletas encontram-se nas várias estações de bike-sharing espalhadas pelo concelho de Cascais e nos três quiosques MobiCascais.

Vilamoura Public Bikes

Este serviço de bicicletas partilhadas é exclusivo de Vilamoura, no Algarve, e funciona com um cartão. O utilizador tem de fazer um registo online ou num dos escritórios da Inframoura, empresa que gere o serviço, e adquirir um cartão. Este será depois carregado com 20€ (para usar durante um mês), 25€ (três meses) ou 35€ (um ano).

Acresce ainda uma caução de 5€ ou 10€, que é descontada para utilizações superiores a 45 minutos.


É desta que vai passar a andar de bicicleta para todo o lado? Pode ainda aderir à tendência dos calções de ciclista.

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