Saúde

Novo estudo diz que, afinal, não se deve beber café durante a gravidez

Em causa estão os efeitos nefastos que o consumo de café pode trazer à gravidez, incluindo o aborto. Saiba o que diz o novo estudo.

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Novo estudo diz que, afinal, não se deve beber café durante a gravidez
© Unsplash
Marta Chaves
Escrito por
Set. 16, 2020

Há muito tempo que se discute o impacto que o café pode ter na gravidez mas, segundo um novo estudo, parece mesmo que os fatores são mais negativos do que positivos.

A investigação, publicada pela revista BMJ Evidence-Based Medicine e levada a cabo pela Universidade de Reykjavik, na Islândia, analisou mais de 1200 estudos sobre o efeito do café na gravidez.

Daí, encontraram a “confirmação persuasiva de risco aumentado para, pelo menos, cinco resultados negativos importantes da gravidez: aborto, nadomorto – a perda de um feto após 20 semanas -, baixo peso ao nascer e/ou pequeno para a idade gestacional, leucemia aguda na infância e sobrepeso e obesidade na infância”.

Isto vem contrariar as orientações dadas pelo Reino Unido, EUA e Europa, uma vez que os investigadores afirmam que não será seguro para uma grávida beber café, devendo mesmo abster-se por completo.

O líder do estudo, Jack James, afirma que oito em cada nove estudos sobre cafeína e aborto relataram “associações significativas” entre o café e a gravidez.

As recomendações em vigor indicam que é seguro beber duas chávenas médias de café por dia, sendo que o investigador deste estudo afirma, segundo o jornal The Guardian, que “as atuais recomendações de saúde precisam de uma revisão radical”.

Além disto, refere também que “os conselhos atuais não são consistentes com o nível de ameaça indicado pela plausibilidade biológica dos danos e pela extensa evidência empírica dos danos reais”.

Por outro lado, a indústria do café britânica, a British Coffee Association, negou a credibilidade do estudo de Jack James, justificando que não foi demonstrada uma relação causa e efeito.

“Sendo este estudo apenas observacional, não mostra nenhuma relação direta de causa e efeito, além de que aqui também estão relacionados fatores que podem causar confusão, como o tabagismo e questões alimentares mais amplas. Isto pode limitar a capacidade de tirar conclusões mais amplas”, escreveu o porta-voz da associação em comunicado.

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