Nutrição

Deve-se deixar de comer glúten? Nutricionista responde a esta e outras questões

E os superalimentos? Será que são assim tão importantes? A nutricionista Ágata Roquete fala sobre algumas questões polémicas relacionadas com a alimentação.

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Deve-se deixar de comer glúten? Nutricionista responde a esta e outras questões
© Unsplash
Escrito por
Out. 22, 2020

Comer bem e saudável pode não ser assim tão fácil, ainda para mais quando nos últimos tempos tanto se tem falado sobre o que faz ou não bem ao organismo. Por exemplo, será que se deve mesmo deixar de comer glúten?

A nutricionista Ágata Roquete fala, em baixo, sobre alguns assuntos polémicos no mundo da alimentação. Tire todas as dúvidas.

Verdade ou mentira?

Superalimentos

Ainda não se sabe muito sobre os superalimentos que nos vendem hoje em dia e não há provas científicas de muitos dos benefícios que lhes são atribuídos. Podemos consumi-los, mas conscientes de que nem todas as suas promessas sejam verdadeiras.

Atenção às calorias do abacate, por exemplo; a sua gordura é saudável, mas é muito calórico, daí que só se deva comer um por dia. O açaí puro tem antioxidantes, mas a Portugal chega processado e misturado com substâncias pouco interessantes, como o guaraná, é obrigatório ler o rótulo antes de comprar.

Glúten

Só os doentes celíacos e quem tem intolerância é que deve deixar de comer glúten; eliminá-lo sem indicação médica pode provocar desequilíbrios e carências alimentares graves no organismo.

Já agora, o pão, um dos alimentos que podem conter glúten, faz parte de uma alimentação saudável, o problema não é o pão (dê primazia ao integral), mas o que pomos lá dentro.

Biológicos

São mais saborosos do que os não biológicos, mas na quantidade de nutrientes são praticamente idênticos. O benefício para o nosso organismo é não conterem pesticidas (vegetais), hormonas e antibióticos (carne e peixe).

Açúcar

Quando ingerimos alimentos ricos em açúcares, as hormonas reguladoras do apetite (grelina e leptina) não emitem os sinais de saciedade, logo comemos para além do que era necessário. Uma dieta rica em açúcares aumenta o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2.

A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 244, outubro de 2020.

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