Alecrim: a erva com efeito digestivo que deve ter em casa

Uma erva aromática que enriquece qualquer prato e melhora a qualidade de vida de quem a consome. Descubra porque é que o alecrim deve entrar nos seus cozinhados.

O alecrim casa bem com quase todos os alimentos, proeza de que poucas outras ervas aromáticas podem gabar-se. É usado para temperar salgados e doces, e a sua popularidade tem vindo a crescer na confeção de bebidas com e sem álcool, abrangendo desde infusões a cocktails.

Características do alecrim

Esta capacidade de adaptação pode dever-se ao facto de fazer uma “junção fantástica entre os aromas da terra e do mar”, como se lê no livro 50 Super Alimentos Portugueses. Ainda assim, na culinária, a sua utilização deve ser (co)medida. Isto para que o sabor tão característico do alecrim não se sobreponha aos dos restantes ingredientes.

Neste sentido, os autores e nutricionistas Pedro Carvalho e Vitor Hugo Teixeira escrevem que há uma proteína animal que beneficia mais da sua ação: “Embora seja igualmente um excelente tempero para carnes fortes, é na companhia do peixe que alia plenamente o seu aroma ao seu potencial terapêutico”.

“Estimulante, cardiotónica e diurética, esta planta combate as dores nas articulações e ajuda a revitalizar os convalescentes”

Benefícios do alecrim

“Estimulante, cardiotónica e diurética, esta planta combate as dores nas articulações e ajuda a revitalizar os convalescentes. Tem efeito analgésico, antisséptico, cicatrizante, rubefaciente, carminativo, digestivo e espasmolítico”, informa Nuria Penalva, no livro Farmácia Natural (Arte Plural Edições). À mão de semear a rosmarinus officinalis, na sua designação botânica, é uma planta que precisa de bastante exposição solar e de pouca água para sobreviver. Daí ser típica dos países que orlam o mar Mediterrâneo.

Como usar?

Além de funcionar como erva aromática e condimentar, o alecrim também é aproveitado pelas suas propriedades medicinais. Como terapêutica alternativa bebível, usa-se sobretudo em forma de infusão e xarope. Enquanto curativo tópico costuma ser aplicado em óleos.

“Em Portugal, surge nas charnecas e pinhais do centro e sul”, revela Eduardo Ribeiro, no livro Plantas Medicinais e Complementos BioterápicosFacilmente se semeia em casa e é na primavera e início do verão que se costuma colher, para secar num local arejado, à sombra, ou usar fresca. Depois, deve ser conservada dentro de um recipiente hermeticamente fechado.


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