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6 truques de linguagem corporal para usar numa entrevista de emprego

A linguagem corporal pode dizer muito sobre si. Pode até ser perigosa, caso o seu discurso verbal não esteja em conformidade com os seus gestos e expressões. Fique a conhecer 6 regras que vão fazer com que não cometa nenhum deslize.

A linguagem corporal é um dos nossos principais cartões de visita. Os gestos, as expressões faciais e a postura corporal formam um conjunto poderoso quando pretendemos transmitir uma ideia. Por vezes, este conjunto é capaz de transparecer muito mais do que as nossas próprias palavras, ou, na pior das hipóteses, também pode transmitir o que não queremos dizer.

Numa entrevista de emprego, a comunicação não-verbal tem ainda mais importância, pois pode ser o que vai determinar – ou não – o sucesso da mesma. E, também, porque não temos uma segunda oportunidade para causar boa impressão.

O problema surge quando não temos consciência da nossa linguagem corporal. Por exemplo, uma mandíbula contraída simboliza stresse e uma má postura pode transparecer fraqueza.

Um estudo, da Universidade da Califórnia – Los Angeles, veio mostrar que apenas 7% da comunicação é refletida em palavras, 38% no tom de voz e 55% em linguagem corporal. Por isso, não se foque apenas a preparar a entrevista de emprego, mas também na sua linguagem corporal. Sim, porque é possível treiná-la.

Para que cause uma boa impressão na sua entrevista de emprego, reunimos 6 regras de comunicação não-verbal do livro Linguagem Corporal (Pergaminho, 2017), de Allan e Barbara Pease.

6 regras de linguagem corporal a ter em conta numa entrevista de emprego

1. Entre sem hesitar

Depois do típico compasso de espera, entre sem hesitar para a entrevista. “Quando atravessar a porta do gabinete da pessoa, faça-o a uma velocidade uniforme. As pessoas com falta de confiança mudam de velocidade e arrastam um pouco os pés quando entram”, lê-se no livro Linguagem Corporal.

2. Tenha uma abordagem confiante

Logo quando entra, deve pousar o que tem nas mãos, apertar a mão do entrevistador e sentar-se de imediato.

Depois de já estar na sala da entrevista, pode acontecer que o entrevistador esteja ocupado com algo, como por exemplo, estar ao telemóvel ou a terminar outra tarefa qualquer. Caso esta situação aconteça, não deve transmitir a ideia de que tem imenso tempo e que pode esperar.

“As pessoas que caminham de forma lenta ou dão passos longos transmitem a ideia de dispor de imenso tempo, de não terem grande interesse naquilo que estão a fazer ou de não terem mais nada que fazer”, lê-se no livro Linguagem Corporal.

As pessoas frias, calmas, seguras de si e que controlam as suas emoções utilizam gestos claros, simples e deliberados

3. Aperto de mão: devolva a mesma força que receber

Além de devolver o aperto de mão com a mesma força, também deve deixar ao critério da outra pessoa quando termina o aperto de mão. E, não se esqueça: “nunca dê um aperto de mão por cima de uma secretária”, escrevem Allan e Barbara Pease no livro Linguagem Corporal.

4. Tenha atenção em como se senta

“Se for obrigado a sentar-se numa cadeira baixa diretamente em frente de outra pessoa, rode 45 graus relativamente a ela, para evitar deixar-se apanhar na posição de ‘reprimenda’”, lê-se no livro Linguagem Corporal.

Caso tenha de se sentar num local mais informal, como por exemplo num sofá baixo, onde corra o risco de se afundar, coloque-se direita na borda do sofá de forma a que consiga controlar os seus gestos.

5. Utilize gestos claros e simples

“As pessoas frias, calmas, seguras de si e que controlam as suas emoções utilizam gestos claros, simples e deliberados”, lê-se no livro Linguagem Corporal. Tenha especial atenção com quem conversa e espelhe os gestos e as expressões dessa pessoa quando isso for apropriado.

6. Respeite o espaço pessoal do entrevistador

O espaço pessoal é algo muito importante, que deve ser respeitado. Caso se aproxime demasiado, vai causar desconforto e “a pessoa responderá recostando-se na cadeira, inclinando o corpo para longe de si ou utilizando gestos repetitivos (…)”, lê-se no livro Linguagem Corporal.

Se respeitar o espaço pessoal, será desde logo mais valorizada.

Fontes: Estudo sobre linguagem corporal  

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