Horóscopo

Lua nova em Aquário. Um vislumbre do futuro

A lua nova acontece todos os meses quando a Lua se encontra com o Sol num determinado signo. Este começo de ciclo é o momento de semear o que queremos ver crescer nas próximas semanas.

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Lua nova em Aquário. Um vislumbre do futuro
© Grafismo: Carolina Carvalhal
Bárbara Bonvalot, astróloga
Escrito por
Jan. 21, 2020

A próxima lua nova traz consigo uma energia de novidade e leveza, mas também alguma volatilidade e instabilidade. Na próxima sexta-feira, dia 24, mais precisamente às 21h41, hora de Lisboa, 18h41 em Brasília, a Lua junta-se ao Sol nos 4° de Aquário e dá início à lunação deste signo.

Este mês lunar traz o sabor do futuro, do que virá no final do ano quando Júpiter e Saturno se juntarem no primeiro grau do signo do aguadeiro, e é um prenúncio do ano que se seguirá, com estes dois planetas a atravessarem esse signo.

Aquário procura um entendimento intelectual do mundo que o rodeia e tenta encontrar caminhos inovadores e originais que nos levem mais longe e mais alto.

Este signo consegue contemplar as coisas com a perspectiva de uma águia que, no seu alto voo, vê não só o momento presente, mas faz também uma projecção do que vem a seguir. Às vezes, a sua altitude gera distância, isolamento e incompreensão, mas o futuro raramente é compreendido ou aceite por todos.

A aparência de estabilidade pode ser rompida a qualquer momento, seja por algum acontecimento externo inesperado, seja por uma vontade interna de mudança ou um impulso de rebeldia
Bárbara Bonvalot Bárbara Bonvalot

No entanto, esta energia de Aquário ainda ecoa o passado. Afinal Saturno, o seu regente, ainda segue em Capricórnio, acompanhado por Plutão e Júpiter. Poderemos já sentir os ventos de mudança a soprar na nossa cara e a querer levantar as nossas asas, mas na paisagem ainda está a montanha severa e inóspita do signo da cabra.

Os dois luminares fazem uma quadratura com o disruptivo Urano, que está no início de Touro e acrescenta uma certa imprevisibilidade a esta lunação. Apesar de parecer que tudo se aquietou depois dos dois eclipses do começo do Inverno, o clima é de alguma tensão e ansiedade.

A aparência de estabilidade pode ser rompida a qualquer momento, seja por algum acontecimento externo inesperado, seja por uma vontade interna de mudança ou um impulso de rebeldia contra uma situação que nos incomoda ou ofende.

Antes de darmos espaço à acção é importante perceber se o nosso ímpeto nos vai trazer algo de realmente benéfico e produtivo ou é apenas um escape estéril para a nossa sensação de frustração e cansaço depois do que passámos nos últimos dois anos.

Vénus, o planeta das relações e do prazer, está em Peixes, um signo onde se sente como em casa, e derrete-se nos braços do subtil Neptuno que a deixa num estado de encantamento quase hipnótico. A deusa do amor num signo de água compensa um pouco a aridez da energia de Aquário e de Capricórnio, os dois signos predominantes nesta lua nova e ambos administrados pelo austero Saturno.

Estamos mais sensíveis, mais ligados uns aos outros e queremos acreditar no melhor do outro e no melhor de nós mesmos, abrindo assim espaço à fantasia e à ilusão. Mas também estamos mais susceptíveis ao sofrimento, mais compassivos e mais dispostos a aceitar as diferenças e a perdoar as ofensas.

Só que Vénus não está tranquila, ela está em tensão com o destemido Marte que, em Sagitário, quer defender apenas uma verdade e irrita-se com a passividade e a falta de definição com que Vénus em Peixes se veste. Por sua vez, esta intimida-se com o excesso de confiança de Marte e refugia-se na alienação da sua imaginação.

Mais uma vez, é importante tomar atenção aos impulsos, mesmo ao impulso para a inacção, e perceber qual a verdadeira motivação por trás da vontade de lutar, de confrontar ou até de fugir, ou por trás da vontade de ficar quieta e de não mudar nada.

Desde Capricórnio, o mestre Júpiter apoia Vénus e empresta-lhe algum pragmatismo e objectividade para que ela possa aliar a sua sensibilidade aos seus recursos, de forma a que possamos realmente fazer alguma coisa com o que sentimos.

No signo dos limites, Júpiter traz-nos a sobriedade do realismo, compensa as nossas  divagações ilusórias e enganadoras e transforma as fantasias em possibilidades reais. Possamos nós ter os olhos e o coração igualmente abertos.

Por entre fadiga e irritação, ansiedade e empatia, este mês traz-nos também um vislumbre do que pode vir a ser a nossa vida.
Bárbara Bonvalot Bárbara Bonvalot

Outro aspecto que ajuda esta lua nova a levar-nos para a frente é o sextil do energético Marte com Mercúrio, o nosso mensageiro e moço de recados, que segue mais à frente da Lua e do Sol em Aquário. A nossa cabeça está mais ágil, não apenas com uma grande capacidade de entender a big picture, mas também com a rapidez e a coragem para conseguir abrir os caminhos que nos permitem avançar.

Por entre fadiga e irritação, ansiedade e empatia, este mês traz-nos também um vislumbre do que pode vir a ser a nossa vida.

Se calar todo o ruído à sua volta, o que ouve, o que vê? Quem é você quando está centrada e focada em si mesma? Que visão tem para a sua vida daqui a um ano? Saber quem é e o que quer não a poupa aos desafios, mas dá-lhe a firmeza para permanecer flexível, a imaginação para lidar com a realidade, a calma para agir depressa e a lucidez para viver agora o seu futuro.

Bárbara Bonvalot começou a estudar Astrologia em 2005 e inicia o seu percurso como astróloga profissional em 2009. Actualmente é consultora e formadora de Astrologia, membro da AFAN (Association for Astrological Networking) e da ASPAS (Associação Portuguesa de Astrologia). Entende a Astrologia como uma linguagem que nos leva a um conhecimento profundo de nós mesmos, dos outros e da própria vida.

*artigo escrito ao abrigo do antigo acordo ortográfico.

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