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Novo estudo afirma que mulheres solteiras e sem filhos são mais felizes

Encontrar o príncipe encantado, casar e ter filhos afinal pode não ser o que fará de si a mulher mais feliz do mundo. Pelo menos é o que defende o novo estudo que acredita que o lema “all the single ladies” é para cantar alto e em bom som, para o resto da sua vida.

Com foco no sucesso individual de cada mulher, o novo estudo concluiu que o ideal incutido às mulheres pela sociedade (o de ser mãe e ter filhos) não é indicativo de felicidade, pelo menos para o sexo feminino. Isto porque, segundo os resultados, são as solteiras sem filhos que ocupam os lugares cimeiros no auge da felicidade.

São mais felizes porque o conceito de sucesso foi evoluindo com as mudanças na sociedade, com a conquista de direitos e igualdade por parte das mulheres – sim, falamos de igualdade salarial, de igualdade de oportunidades no trabalho ou da onda feminista que se faz ouvir cada vez mais nos últimos anos.

Mas há mais. Segundo Paul Dolan, cientista comportamental e professor na London School of Economics que liderou o estudo, para além do índice de felicidade superior, as mulheres sem filhos e marido vivem mais tempo do que as que constituem família.

“As pessoas casadas são mais felizes do que os outros subgrupos populacionais, mas apenas quando o cônjuge está na sala e lhes perguntam se são felizes. Quando o cônjuge não está presente: são miseráveis”, revelou o cientista, em entrevista ao The Guardian.

Se for um homem, provavelmente devia casar; se for uma mulher, não se incomode – Paul Dolan, cientista comportamental 

No seu livro Projetar a Felicidade, Encontrar prazer e sentido no dia-a-dia (2017), Paul Dolan explica que, através dos dados retirados do American Time Use Survey (ATUS), avaliou os níveis de prazer e miséria em mulheres solteiras, casadas, divorciadas, separadas e viúvas dos Estados Unidos da América. A análise concluiu que as mulheres solteiras e sem filhos são o subgrupo populacional mais feliz.

“Vê uma mulher solteira, sem filhos e já com 40 anos – ‘que pena, não é? Talvez um dia conheça o homem certo e isso mude.’ Não, talvez um dia ela conheça o homem errado e isso mude. Talvez ela conheça um homem que a faça mais infeliz e menos saudável, e morre mais cedo.”, resume o cientista.

Em relação ao sexo masculino, o autor do estudo considera que os homens retiram mais benefícios da vida conjugal, porque os ajuda a acalmar e a libertar o stresse. “Se for um homem, provavelmente devia casar; se for uma mulher, não se incomode”, afirma Paul Dolan.

Fonte: The Guardian; American Time Use Survey.

Se faz parte do grupo de mulheres solteiras e sem filhos, então este artigo é para si: estar solteira não é o mesmo que estar só. Aproveite o melhor de estar sozinha.

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