Bem-estar

São estas as 5 grandes tendências de consumo previstas para 2020

Depois de anos de incertezas políticas, desafios económicos e lutas ambientais, a ansiedade e o stresse têm dominado a sociedade, que pede uma nova década cheia de oportunidades e uma realidade com novas cores. Saiba quais são as grandes novidades que vão caracterizar este ano.

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São estas as 5 grandes tendências de consumo previstas para 2020
© Unsplash
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Jan. 18, 2020

Nova década, novas tendências. Mas o que há, realmente, de novo? A plataforma internacional Trendwatching, na sua análise global do mundo, resume o ano de 2020 a cinco grandes tendências: Green Pressure, Brand Avatars, Metamorphic Design, The Burnout e Civil Media. Descubra mais sobre cada uma delas.

O ano de 2020 em 5 tendências

1. Green Pressure

A pressão global por uma atitude mais verde no consumo vai atingir um momento crítico e quem não estiver alinhado irá sentir vergonha, ou seja, quem não for ecoconsciente nas suas decisões de compra irá sentir-se envergonhado.

Vamos, por isso, assistir a um movimento de procura por produtos, serviços, marcas e experiências que nos aliviem aquilo a que já se chama de eco-shame.

Na verdade, passamos de anos de eco-status, em que as opções eram poucas e, por isso, consumir produtos mais sustentáveis nos dava um certo status, para uma fase em que as ofertas se tornam mais acessíveis e mainstream, e quem não consumir esses produtos junta-se ao clube dos que se sentem mal por não ter uma atitude mais sustentável.

Exemplo: A companhia aérea KLM, por exemplo, numa das suas recentes campanhas, pergunta aos clientes se realmente precisam de voar tantas vezes, fazendo-nos avaliar a nossa pegada de carbono.

2. Brand Avatars

Ah, os avatares. Já os conhecemos na última década, mas a que agora se inaugura vai torná-los mais próximos e presentes nas nossas vidas. Em 2019, vimos, por exemplo, a modelo Bella Hadid ao lado da influencer virtual Lil Miquela numa campanha da Calvin Klein, enquanto que, na China, a agência de notícias Xinhua lançou a segunda apresentadora virtual, Xin Xiaomeng.

A análise do Trendwatching sugere que os canais digitais vão continuar a crescer e a multiplicar-se e que nós, enquanto utilizadores, vamos estar mais atentos às marcas que nos levam nessa viagem cruzada entre o real e o virtual através de personagens, ou seja, avatares, que nos ajudem a viver no habitat digital de forma mais intensa e imersiva.

Na era do TikTok e de assistentes virtuais como Alexa, teremos novas expectativas na democratização do diálogo com as marcas; em certo sentido, iremos querer criar relações e esperamos até uma certa companhia destas novas personagens virtuais, com as quais nos queremos ligar de forma mais profunda.

Exemplo: No Japão, a marca de beleza SK-II lançou Yumi como embaixadora, um avatar desenhado para dar respostas a todas as dúvidas que os utilizadores possam ter sobre as suas rotinas de beleza a partir de um simples telemóvel e em vários idiomas.

3. Metamorphic Design

O novo capítulo que agora se abre mostra uma evolução nos serviços digitais e nos espaços físicos, com serviços e experiências que se adaptam às necessidades de cada cliente.

Os tempos são de ultraconveniência, deixamos o one size fits all para a personalização e adaptação das necessidades individuais.

Com o reconhecimento facial a ganhar terreno e novos objetos inteligentes com sensores, a expectativa por essa personalização irá crescer.

Com a tecnologia a tornar acessíveis testes ao sangue ou ao ADN, abre-se um novo mundo de oportunidades.

Exemplo: A marca japonesa Shiseido lançou recentemente um serviço, o Optune, em que a rotina de beleza é feita através de uma app que analisa a nossa pele e dá-nos a fórmula exata para os nossos gestos diários de beleza.

4. The Burnout

O termo não é novo e irá acompanhar-nos nos próximos anos. A mudança que se espera está na forma como as marcas nos vão ajudar a aguentar a pressão da vida moderna.

Não é de estranhar que a Organização Mundial de Saúde, em maio de 2019, tenha reconhecido o burnout como um fenómeno de saúde.

Com o foco na saúde e no bem-estar a crescer, espera-se que as empresas passem a olhar para a saúde mental dos seus colaboradores como algo tão importante como os seus canais de fornecedores ou de distribuição.

Exemplo: No último ano, o IKEA desenvolveu um projeto à volta da importância do descanso à noite. Depois de 63% dos inquiridos terem dito que estavam insatisfeitos com o número de horas de descanso, a marca lançou vários vídeos com informação sobre os ciclos de sono.

5. Civil Media

Depois de anos em que o social media alterou a forma como nos relacionamos na nossa vida social, tornando-nos viciados em estar online, em 2020, vamos procurar antídotos para a toxicidade online.

Vamos procurar espaços mais intimistas, onde se respeite a individualidade, onde se criem relações mais profundas e encontremos pessoas mais parecidas connosco.

Exemplo: A Sprite lançou na América Latina a campanha You Are Not Alone – para isso, trabalhou com a Google na identificação de temas próximos da juventude e abriu fóruns no Reddit onde os jovens podiam conversar uns com os outros sobre temas que lhes interessavam. Cada um dos fóruns era liderado por um influencer que se revia no tema em análise.

A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 235, janeiro de 2020.

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