Bem-estar

Afinal, os humanos podem viver até aos 150 anos, diz um novo estudo

Até agora, dizia-se que o máximo que um ser humano podia viver era até aos 120 anos. Porém, recentemente esta informação foi refutada. Um novo estudo volta a falar da longevidade humana.

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Afinal, os humanos podem viver até aos 150 anos, diz um novo estudo Afinal, os humanos podem viver até aos 150 anos, diz um novo estudo
© Unsplash
Marta Chaves
Escrito por
Jul. 08, 2021

Jeanne Calment tem, até hoje, o recorde da pessoa a viver mais anos no mundo. Chegou aos 122 anos, viveu toda a sua vida no sul de França e morreu depois da sua filha o do seu neto – para ter uma melhor noção, Jeanne nasceu em 1896 e faleceu em 1997.

É difícil de acreditar que alguém possa viver mais do que isto, mas um novo estudo afirma que é possível. A empresa de biotecnologia Gero, em Singapura, analisou a forma como o corpo humano recupera de doenças, acidentes ou de qualquer outro fator que o afete. Esta resiliência vai diminuindo ao longo dos anos, ou seja, uma pessoa idosa demora muito mais tempo a recuperar do que uma pessoa nova.

De acordo com o estudo, uma pessoa saudável de 40 anos demora duas semanas a recuperar de um dano, enquanto um idoso de 80 demora até seis semanas.

A prevenção e os tratamentos mais eficazes em doenças relacionadas com a idade apenas melhoram a média de vida – Andrei Gudkov, co-autor

A investigação contou com milhares de voluntários dos Estados Unidos e do Reino Unido que disponibilizaram amostras sanguíneas e a contagem diária de passos percorridos e, a partir daqui, os cientistas analisaram o tempo de recuperação de certos esforços.

Segundo os investigadores, os 120 e os 150 anos são o intervalo de idade limite do corpo para recuperar de qualquer dano, mesmo que estes seres humanos sejam saudáveis e não tenham qualquer doença grave associada. É só por volta desta altura que deixam de ter qualquer capacidade de recuperação que teriam noutras idades.

“Este estudo mostra que a prevenção e os tratamentos mais eficazes em doenças relacionadas com a idade apenas melhoram a média de vida, mas não a aumentam até ao seu máximo. A menos que sejam desenvolvidas terapias de antienvelhecimento que resultem verdadeiramente”, afirmou Andrei Gudkov, co-autor do estudo.

Tendo em conta as três variantes estudadas (a pressão sanguínea, a contagem de células e o número de passos), os cientistas conseguiram analisar o ritmo do envelhecimento do corpo. Na verdade, é aos 35/40 anos que existe uma maior quebra na resiliência referida acima. É por esta altura que, por exemplo, chega ao fim a carreira de um atleta, pois o corpo já não consegue reforçar do esforço físico com tanta facilidade.

“Na minha opinião, este trabalho é um avanço conceptual porque determina e separa os papéis dos fatores determinantes para a longevidade humana: o envelhecimento, definido como a perda progressiva de resiliência, e as doenças relacionadas com a idade”, referiu o mesmo autor.

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