Não há nada como uma refeicão repleta de pratos rápidos e simples de fazer, principalmente para quem não adora cozinhar. Mostramos-lhe seis receitas que pode fazer na air fryer.
[shortcode_split_text]Celebre o verão e reúna as suas pessoas para um almoço ou jantar com petiscos inspirados na gastronomia de vários pontos do mundo. Para isso, conte com a ajuda de Jamie Oliver e do seu mais recente livro – Air Fryer Fácil (Arena) – e surpreenda os seus convidados sem ter de passar horas infinitas na cozinha.
Reúnimos algumas receitas, doces e salgadas, para quem não gosta de cozinhar ou procura algo rápido e fácil de confecionar. Ora veja.
6 receitas rápidas e simples para fazer na air fryer
Costeletas de porco com molho teriyaki (2 pessoas)
Ingredientes
- 40 g de açúcar em pó
- 40 ml de molho de soja com pouco sal
- 1 c. sopa de vinagre de vinho de arroz
- 1 pedaço de gengibre com 2 cm
- 1 dente de alho
- 1 c. sopa de amido de milho
- 1 peça de costeletinhas de porco (600 g)
- 2 cebolinhas
Modo de preparação
1. Retire a grelha da gaveta da air fryer e adicione o açúcar, o molho de soja e o vinagre, juntamente com 300 ml de água. Descasque e rale finamente o gengibre e o alho, junte o amido de milho e mexa bem. Volte então a colocar a grelha.
2. Esfregue a carne com um pouco de azeite e uma pitada de sal marinho e coloque-a sobre a grelha (cortada ao meio, se necessário, para caber). Cozinhe a 160 °C durante 50 minutos ou até a carne ficar tenra e começar a caramelizar.
3. Use uma pinça para retirar a grelha com cuidado, mergulhando as costeletinhas no molho. Vire-as para que fiquem bem cobertas. Cozinhe a 200 °C por mais cinco minutos ou até o molho solidificar e escurecer sobre a carne, engrossando também em volta.
4. Corte as costeletinhas para as separar. De seguida, lave as cebolinhas, corte-as finamente e espalhe-as sobre a carne. Sirva o molho restante numa tacinha, como dip.
Tortilhas de batata-doce e feijão-preto (2 pessoas)
Ingredientes
- 2 cebolinhas
- 400 g de feijão-preto, cozido
- 2 colheres de chá de tempero cajun
- 2 batatas-doces (cada uma com 250 g)
- 4 tortilhas de trigo
- 160 g de melancia
- 1⁄2 raminho de coentros (15 g)
- 1⁄2 malagueta vermelha fresca
- 1 lima
- 30 g de queijo feta
- 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
- 1 colher de sopa de azeite
Modo de preparação
1. Apare e corte finamente as cebolinhas. De seguida, retire a grelha da gaveta da air fryer e espalhe as cebolinhas pela base. Adicione o feijão, juntamente com metade do seu líquido, misture uma colher de chá de tempero cajun e volte a colocar a grelha.
2. Lave bem as batatas-doces, corte-as em pedaços de 3 cm e adicione à gaveta. Regue com o vinagre de vinho tinto e com o azeite, adicione uma colher de chá de tempero cajun e uma pitada de sal marinho e pimenta-preta, envolvendo bem. Cozinhe a 180 °C durante 30 minutos ou até as batatas estarem macias e douradas, agitando a meio do tempo de confeção e adicionando as tortilhas nos últimos dois minutos, para aquecerem.
3. Entretanto, descasque e corte a melancia em cubos pequenos, pique finamente os caules de coentros e reserve as folhas. Retire as grainhas da malagueta e pique-a finamente. De seguida, esprema o sumo de metade da lima, adicione meia colher de sopa de azeite virgem extra, envolva delicadamente e retifique os temperos a gosto.
4. Retire as tortilhas e os pedaços de batata-doce e remova cuidadosamente a grelha. Corte grosseiramente as folhas de coentros, reservando algumas para decorar, e adicione a maior parte ao feijão. Esmague ligeiramente o feijão de modo a obter uma consistência espessa de molho, retifique os temperos e sirva sobre as tortilhas.
5. Cubra com os pedaços de batata-doce e o molho de melancia, esfarele o queijo feta por cima e polvilhe com as folhas de coentros reservadas. Sirva com quartos de lima.
Pakoras de eglefim fumado (8 pessoas)
Ingredientes
- 345 g de batatinhas novas previamente cozidas, escorridas
- 3 c. chá de caril em pó
- 5 c. sopa de farinha de grão- de-bico
- 1 cebola-roxa, pequena
- 1 malagueta verde, fresca
- 1⁄2 raminho de coentros (15 g)
- 280 g de letes de eglefim fumado sem espinhas
- 1⁄2 raminho de hortelã (15 g)
- 100 g de iogurte natural
- 1 limão
Modo de preparação
1. Escorra as batatas, seque-as em papel de cozinha e esmague-as numa taça grande juntamente com o caril em pó e a farinha de grão-de-bico. À medida que mistura os ingredientes, adicione à taça a cebola descascada e finamente picada, a malagueta fatiada, a maioria dos coentros, finamente picados (incluindo os talos, reservando algumas folhas inteiras), e o eglefim, cortado finamente em cubos.
2. Tempere com sal marinho e pimenta-preta, envolva bem e, com as mãos limpas e húmidas, divida e molde a mistura em 16 bolas de tamanho uniforme. Distribua as pakoras de forma espaçada pela gaveta da air fryer, por lotes se necessário, regue com um pouco de azeite e cozinhe a 200 °C durante 15 minutos ou até estarem dou- radas e bem cozinhadas.
3. Entretanto, coloque a maior parte das folhas de hortelã num almofariz (reserve algumas mais pequenas) e esmague-as com uma pitada de sal até obter uma pasta. Misture o iogurte e um bom esguicho de sumo de limão, retificando os temperos. Transfira para uma tigela pequena para servir de dip.
4. Polvilhe as pakoras com as folhas de ervas reservadas e sirva com quartos de limão e o molho de iogurte e hortelã.
Tostas de camarão com sésamo (8 pessoas)
Ingredientes
- 2 fatias de pão branco
- 2 cebolinhas
- 1 pedaço de gengibre com 2 cm
- 165 g de camarão-tigre, descascado
- 1 c. sopa de molho de soja com pouco sal
- 1 ovo médio
- 2 c. sopa de sementes de sésamo tostadas
Modo de preparação
1. Coloque o pão na gaveta da air fryer e cozinhe a 200 °C durante três minutos ou até um dos lados ficar dourado. Pode ser necessário fazê-lo em várias etapas.
2. Corte e fatie finamente as cebolinhas, reservando as partes verdes para guarnição. Descasque e pique finamente o gengibre. Adicione os camarões à mistura, regue com molho de soja e triture tudo até ficar relativamente fino. Junte o ovo e misture bem (ou utilize um processador de alimentos, se preferir).
3. Espalhe a mistura de camarão sobre o lado não tostado do pão, cobrindo até às margens. Corte cada fatia em quatro triângulos e polvilhe com sementes de sésamo. Disponha os triângulos uniformemente na gaveta da air fryer, em lotes, se necessário. Regue com azeite e cozinhe a 180 °C durante 12 minutos ou até ficarem dourados e bem cozinhados.
4. Transfira para um prato de servir e polvilhe com as partes verdes das cebolinhas reservadas. Acompanhe com molho agridoce ou com o seu condimento favorito, como dip.
Noodles de beringela em molho agridoce picante (1 pessoa)
Ingredientes
- 1 beringela (250 g)
- 1 dente de alho
- 1 pak-choi
- 1 c. sopa de amendoins torrados, sem sal
- 1 c. sopa de molho agridoce picante
- 150 g de noodles de udon grossos, para wok
- 4 cebolinhas
- 1⁄2 malagueta vermelha fresca
- 1⁄2 alface-francesa pequena
- 2 raminhos de hortelã ou coentos
- 1 c. sopa de sopa de óleo de amendoim crocante com sésamo e malagueta
- 1 c. sopa de sopa de vinagre balsâmico
Modo de preparação
1. Corte a beringela no sentido do comprimento em fatias de 1 cm de espessura e, depois, em tiras de 1 cm de largura. Retire a grelha da gaveta da air fryer, distribua a beringela pela gaveta e cozinhe a 200 °C durante 15 minutos, agitando a meio do tempo de confeção.
2. Descasque o alho e corte-o em fatias finas. Corte a pak- choi em quartos, no sentido do comprimento. Quando o tempo terminar, retire a gaveta, adicione o alho e os amendoins, regue com o molho agridoce picante e agite para envolver. Coloque a pak-choi ao lado e cozinhe a 200 °C durante cinco minutos ou até a beringela estar tenra e caramelizada.
3. Numa taça, cubra os noodles com água a ferver para os amolecer e reserve. Apare as cebolinhas e corte-as finamente, bem como a malagueta. Separe as folhas da alface e escolha as folhas das ervas aromáticas.
4. Escorra os noodles e adicione- os à gaveta com a maior parte da malagueta e das cebolinhas, o óleo de amendoim e o vinagre balsâmico. Envolva tudo muito bem, tempere a gosto e transfira para uma taça de ir à mesa. Disponha as folhas de alface ao lado, espalhe por cima o que sobrou da malagueta e das cebolinhas, juntamente com as ervas, e sirva.
Whoopie pies de menta com chocolate (8 pessoas)
Ingredientes
- 1 tablete de chocolate de menta (145 g) ou outro equivalente
- 150 g de queijo-creme, gordo
- 85 g de manteiga sem sal
- 200 g de farinha sem fermento
- 100 g de açúcar branco refinado
- 3 c. sopa de cacau, em pó
- 1⁄2 c. chá de bicarbonato de sódio
- 100 g de pepitas de chocolate de leite ou preto
- 2 ovos médios
Modo de preparação
1. Para preparar o recheio, parta 120 g de chocolate em pedaços pequenos e coloque numa tigela resistente ao calor. Derreta na air fryer a 170 °C durante três minutos, mexa até ficar homogéneo e misture com o queijo-creme. Cubra e deixe no frigorífico durante, pelo menos, um hora para solidificar.
2. Derreta a manteiga numa taça resistente ao calor a170°C durante quatro minutos.Numa tigela grande, misture a farinha, o açúcar, o cacau e o bicarbonato de sódio, incorporando por fim as pepitas de chocolate. Junte a manteiga derretida e os ovos, misturando até obter uma massa homogénea. Com as mãos húmidas, molde 16 bolas e disponha num tabuleiro forrado com papel vegetal, achatando-as ligeiramente.
3. Forre a grelha da air fryer com papel vegetal. Coloque quatro a seis bolachas no tabuleiro, deixando um espaço de 1 cm entre elas. Cozinhe durante dez minutos a 170 °C (12 minutos, se refrigeradas, ou 15 minutos, se congeladas). Transfira as bolachas para uma rede própria para arrefecerem e repita com o resto da massa.
4. Quando as bolachas estiverem completamente frias, espalhe o recheio entre duas bolachas, esfarelando o chocolate restante sobre o recheio antes de fechar cada “sanduíche”.
A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 300, junho de 2025.
Sem bússola dos ou astrolábio à mão, olhámos para o mar e avistámos uma onda gigante, preparada para rebentar no nosso armário. Espere-o, por isso, em breve, repleto de peças de inspiração náutica, nas quais as riscas, detalhes dourados e motivos marinhos surgem à tona.
[shortcode_split_text]Não precisa de mergulhar até às profundezas da tendência e dizer “sim” ao estilo navy e os seus chapéus de marinheiro e lenços atados ao pescoço, tal como a Moschino. No entanto, deixe o seu guarda-roupa inundar-se de azul-marinho e branco, em listras paralelas, horizontais ou verticais.
Veja a nossa seleção de peças, na galeria abaixo.
Peças estilo navy para usar no verão
A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 300, junho de 2025.
Os festivais de verão continuam e neste mês as atenções voltam-se para Ageas Cooljazz 2025, o NOS Alive, o Mimo e Millennium Festival ao Largo. Este último traz a música clássica e o bailado para rua. Há ainda a estreia do novo filme dos Smurfs, duas peças de teatro imperdíveis e circo contemporâneo vindo de vários pontos do mundo.
Julho é para aproveitar fora de casa.
Eventos a não perder em julho
Sempre que pensamos em alterar a cor natural das nossas madeixas, é inevitável passarem-nos pela cabeça – neste caso, pelos cabelos – os prós e contras deste tipo de manipulação. Saiba que cuidados deve ter para prolongar o tom escolhido e manter a saúde dos fios.
[shortcode_split_text]Não existe melhor sensação do que a de sair do cabeleireiro com o cabelo pintado de fresco. Quer se trate de uma alteração subtil ou de uma mudança radical, é sempre um processo divertido e que faz bem ao ego.
Contudo, os danos que a coloração provoca e a manutenção a que obriga são muitas vezes motivo de desistência... Pontas espigadas, cabelo seco, estragado e descolorado são condições bem conhecidas de quem costuma alterar a cor.
Proteção e hidratação são alguns dos cuidados básicos que deve ter em conta para salvar as suas madeixas de situações de emergência e mantê-las brilhantes durante mais tempo. Este é o guia de sobrevivência da cor que deve ter sempre à mão.
ADN capilar
Quando alteramos a cor natural, a estrutura dos fios capilares é oxidada com peróxido de hidrogénio. No início do processo de coloração, o esqueleto do cabelo é aberto através de amoníaco para que o oxidante penetre no interior do mesmo e remova os pigmentos da cor natural, aclarando os fios.
O corante é constituído por pequenas moléculas que entram no interior do cabelo. Quando isto acontece, desencadeia-se uma reação química que permite desenvolver a nova cor. Ao introduzirmos tantos químicos no ADN capilar, este enfraquece e fica mais baço. Mas não existem motivos para alarme! Basta ler com atenção as seguintes instruções para ficar uma perita em cuidar do cabelo pintado.
10 dicas para cuidar do cabelo pintado
1. Prepare o cabelo
Antes da coloroção é fundamental nutrir e hidratar o cabelo. Utilize máscaras e condicionadores e evite abusar do secador. Mantenha o cabelo livre de impurezas para uma melhor adesão da tinta.
2. Não lave logo
Quando pintar espere pelo menos 48 horas para lavar os fios. O ideal será aguentar até três ou quatro dias sem água nem champô. Isto porque dará à cor mais tempo para se revelar.
3. Escolha produtos indicado para si
Em casa, use cuidados que impeçam que a cor esbata. Para Corinne Bourgela, diretora de marketing internacional de René Furterer, evite produtos com álcool e sulfatos para permitir que a cor fique mais luminosa durante mais tempo.
“No caso dos cabelos cujo desbotar não é uma preocupação (como alguns loiros e cabelos grisalhos), pode procurar produtos com sulfatos, até porque sulfatos doces trazem uma cor mais amarela e brilhante aos cabelos loiros e os pigmentos roxos neutralizam os reflexos amarelos”.
4. Use a máscara certa
Quer tenha o cabelo danificado ou não, é importante incorporar máscaras na sua rotina. Não só para manutenção, mas também para garantir cores saudáveis e brilhantes.

5. Utilize água fria
As lavagens com água quente levantam as cutículas da camada externa do cabelo, originando perda de humidade e cabelo frisado. Deve enxaguá-lo com água fria de forma a selar as cutículas, controlar o aspeto frisado e definir a cor.
6. Mantenha uma distância de segurança
Se não consegue abdicar do secador, mantenha-o a 15 centímetros do cabelo. Tente reduzir o uso de ferramentas de styling, pois contribuem para o desvanecimento da cor. Deixe-o secar ao ar ou experimente apanhados. Quando não for possível, aplique um protetor de calor primeiro e opte por um ferro com placas de cerâmica.
7. Corte regularmente
Para um cabelo forte e saudável, este deve ser cortado com alguma frequência. Se o fizer a cada dois meses, evita pontas espigadas, enfraquecimento e quebra do cabelo. Além de que irá melhorar consideravelmente o aspeto do mesmo.

8. Atenção ao que come
‘Somos aquilo que comemos’ e isso reflete-se na aparência da pele, unhas e cabelo. Siga uma alimentação rica em ferro – carne, peixe, ovos –, um dos maiores fortificantes capilares, e não esqueça a vitamina A – presente na cenoura, pimento ou batata-doce –, que dá brilho ao cabelo e hidrata o escalpe.
9. Cuidado com o sol
A exposição direta ao sol e raios UV não só prejudica as madeixas, como também desbota a cor. O sol aclara naturalmente o cabelo e quebra as ligações químicas presentes na tinta. Para evitar que tal aconteça proteja-se com chapéus ou sprays.
10. Lave menos vezes
Se apresenta pontas secas e quebradiças, uma das melhores formas de as combater é lavando o cabelo com menos frequência. As lavagens removem o óleo natural produzido pelo couro cabeludo, essencial para nutrir as extremidades danificadas.
A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 220 em outubro de 2018. Por Mariana Nave.
Momentos difíceis fazem parte da vida de todas nós. Os altos e baixos também fazem parte de uma relação feliz. Mas muitas vezes, o não saber regular as nossas emoções poderá ser um sério impedimento para a construção de uma relação saudável. Aprender a regular as emoções poderá fazer toda a diferença!
[shortcode_split_text]A regulação emocional consiste na capacidade de compreender e gerir as nossas emoções de uma forma saudável e intencional. Não é raro em consultório percebermos que uma das grandes dificuldades dos casais, não passa necessariamente (ou só) por dificuldades na sua comunicação, mas sim, pela enorme dificuldade que sentem em gerir as emoções difíceis, desconfortáveis ou avassaladoras com que são inundados de tempos a tempos na sua relação.
Mais facilmente desligamo-nos das emoções do que as sentimos, para fugir à dor ou ao cdonflito que evitamos a todo o custo viver com quem amamos. Ou, pelo contrário, reagimos nos momentos desconcertantes, perdendo a cabeça, dizendo o que não queremos, perdendo o controlo, cegando diante de emoções que definitivamente não aprendemos a lidar. Emoções e pensamentos ativam-se, gerando respostas reativas que muitas vezes acabam por moldar e definir o dia a dia da nossa relação.
Experienciamos o mundo através da nossa humanidade. Por este motivo, as emoções são algo que inevitavelmente acontece e existem em todos nós, seres humanos, podendo manifestar-se em sensações confortáveis e outras mais desconfortáveis. Não existem emoções negativas ou positivas. Todas as emoções nos contam uma história, que deveremos aprender a escutar, para chegarmos mais perto de nós.
Todas elas acontecem em nós servindo um propósito e, por isso mesmo, precisamos de aprender a relacionarmo-nos melhor com elas. Aprender a nomeá-las, a escutá-las, a dar-lhes espaço para existirem e acontecerem em nós naturalmente. Saber como geri-las e regulá-las no nosso corpo poderá ser algo fundamental para vivermos as relações de forma saudável.
Olhar para as nossas emoções, profundamente, é absolutamente vital para a construção de uma consciência relacional e respetiva narrativa da nossa vida interior.
Contudo, no nosso lugar de crianças e adolescentes, no espaço da nossa casa-família, nem sempre houve espaço para muitos de nós falarem sobre as suas emoções com honestidade e autenticidade, sendo escutados e abraçados com disponibilidade diante do seu "sentir". Habituamo-nos a calar o "sentir" ou a gritar a dor. Na verdade, quando olhamos mais profundamente, vemos que muitos de nós não tiveram a oportunidade ao longo da sua vida de aprender a lidar com as emoções.
Não raramente, em consulta verificamos uma ausência de linguagem emocional e enorme dificuldade em nomear as emoções. Nem sempre na nossa infância se verificou uma verdadeira educação emocional.
As emoções assinalam partes importantes de nós, assumindo uma importância significativa na nossa vida. Elas são, na verdade, importantes sinais ou bandeirolas que o nosso cérebro envia para nos indicar, por exemplo, que algo não está bem, para nos indicar o que necessitamos, emitindo pistas e ajudando-nos a compreender as escolhas, as decisões que possamos tomar para que estejamos a salvo.
Porém, quando não analisamos os processos envolvidos nas nossas respostas e ações, seja por inconsciência, seja por fuga ou evitamento devido à dor que muitas vezes acarreta, tornamo-nos muito mais reativos diante das circunstâncias. Este aspeto leva-nos a ser menos compreensivos, menos atentos, menos empáticos e mais intolerantes na relação com a nossa pessoa parceira, mas também connosco mesmos.
Regulação emocional: como o conseguir?
Olhar para as nossas emoções passará por atravessá-las como se fossem um túnel. Nem sempre visualizamos imediatamente a luz da saída, mas sabemos que ao contornar o túnel, ao evitá-lo, ficaremos para sempre à margem de nós mesmos, assim como a quilómetros de distância da relação saudável que gostaríamos tanto de construir.
Neste sentido, regular as nossas emoções trata-se de uma capacidade que se revela essencial para o nosso bem-estar psicológico, para a saúde dos nossos relacionamentos e para a tomada de decisões equilibradas.
Assim, regular as nossas emoções consiste em:
• Observar o que estamos a sentir (exemplo: “sinto-me triste”, “estou zangado”);
• Compreender de onde vem essa emoção e o que ela significa, representa ou quer comunicar;
• Escolher como agir diante dessa emoção (no lugar de uma reação automática);
• Expressar ou comunicar de uma maneira saudável, sem reprimir, sem evitar, reagir ou explodir.
Contudo, é neste lugar que muitos de nós não sabemos o que fazer (ou seja, como agir) para que então consigamos colocar em prática a regulação das nossas emoções.
Talvez possa passar por um processo que poderemos dividir em três passos:
1. Consciência Emocional
Aprender a identificar o que estamos a sentir, nomear com clareza e sem julgamento. Não consiste em ficar na superfície do que sentimos (por exemplo: “estou mal”), mas sim em procurar aprofundar o lugar emocional onde nos encontramos (por exemplo: “sinto-me frustrado, zangado, assoberbado”);
2. Regulação Fisiológica e Cognitiva
Aprender estratégias para nos acalmarmos, para pensarmos com mais clareza e evitar reações impulsivas (por exemplo: parar e dar um tempo – definir alguns minutos para nos recentrarmos – , respirar fundo, refletir antes de agir, focarmo-nos na intenção de sermos mais conscientes e responsáveis emocionalmente na forma de gerir e lidar com as nossas emoções);
3. Expressão Emocional Adequada
Comunicar com a nossa pessoa parceira o que sentimos, de forma consciente, honesta, respeitosa, gentil e assertiva (por exemplo: “quando a situação x aconteceu, eu senti-me y”, no lugar de “és sempre a mesma coisa insensível, agressivo, etc”).
Por que a regulação emocional nos relacionamentos é tão importante?
Porque aprender a nutrir um vínculo com a nossa pessoa parceira é das tarefas mais importantes para trazermos saúde e bem-estar à nossa vida. Contudo, para o conseguimos fazer melhor, necessitamos muitas vezes de aprender a colocar legendas no que estamos a sentir. Porque um casal é constituído por duas (ou mais) pessoas que serão sempre diferentes! E a sua diferença poderá conduzir a lentes, perspetivas e entendimentos que nem sempre coincidem.
Quando o casal, ou os seus elementos, nem sempre sabem como gerir as suas emoções, verifica-se que os seus conflitos poderão aumentar ou ser vividos de uma forma mais destrutiva, o que afeta a segurança emocional do vínculo.
Quando o casal não regula as suas emoções, poderá agir em piloto automático e tornar-se mais impulsivo e reativo nos seus comportamentos. Por exemplo: gritar, ameaçar, acusar, ironizar, virar costas, evitar e sair bruscamente da comunicação. Estes aspetos, quando presentes na comunicação e interação do casal, causam dor e insegurança, desgastando e distanciando o casal magoado. Assim, em vez de reagirmos com raiva, poderemos aprender a comunicar conscientemente: “Sinto-me zangado, mas gostaria de conversar contigo com calma sobre este assunto!”.
Quando um casal regula as suas emoções, constrói um espaço seguro na sua relação onde ambos são vistos, onde ambos se sentem escutados, compreendidos e amparados diante dos lugares difíceis que poderão estar a sentir ou a viver.
Quando um casal regula as suas emoções, está a construir um lugar de responsabilidade emocional diante do sentir do outro, preenchido por uma total segurança emocional onde cada um pode ser quem é, sentir o que sente, sem a existência de medo de ser rejeitado, criticado, humilhado ou invalidado.
Quando um casal regula as suas emoções, torna-se mais fácil expressar de uma forma clara aquilo que é sentido com menor defensividade. Assim, é criado um espaço de diálogo verdadeiro e empático que ressoa com aceitação e permissão segura em cada um dos elementos. Quando um casal regula as suas emoções, compreende que todas elas são expressões naturais e normais de se ser humano e não são interpretadas como um lugar de ataque dentro da relação.
Desta forma, torna mais fácil a comunicação entre si e, por consequência, a resolução dos conflitos, transformando o desentendimento mais facilmente em conexão, sem entrar em ciclos destrutivos que causam mágoa e ressentimento nos casais. Portanto, regulação emocional não é sobre evitar conflitos ou evitar emoções. Regular as nossas emoções, é sobre saber lidar com estas, sem que o vínculo do casal seja colocado em causa.
Quando um casal regula as suas emoções, torna-se mais fácil arriscar a vulnerabilidade emocional que aprofunda e enriquece a intimidade e conexão relacional. É quando aprendemos a colocar palavras naquilo que sentimos que conseguimos ser melhorar. Vamos ao mais profundo de nós e entramos num dos lugares mais bonitos, apenas visitados com coragem e vulnerabilidade.
A co-regulação emocional
Qualquer um de nós poderá encontrar-se num lugar de desregulação emocional, quando o nosso sistema nervoso central deixa de funcionar mediante um pensamento lógico e racional e se sente sob ameaça.
Quando observamos que a nossa pessoa parceira está nesse lugar de desorganização emocional, poderemos oferecer apoio e suporte emocional sob a forma de palavras de empatia, validação, incentivo e conforto: “Eu vejo-te”, “Eu compreendo-te”.
A escuta ativa poderá ser uma estratégia crucial, mesmo quando nos são comunicadas emoções ou sentimentos desconfortáveis e intensos, ou, na verdade, mais importantes ainda, nos momentos em que existem emoções muito difíceis e intensas. O objetivo não passa por reparar, corrigir ou consertar o que o outro está a sentir, mas simplesmente oferecer escuta, validação, atenção, cuidado e afeto. Não diminuir a dor ou sofrimento do outro, mas sermos um espaço que recebe, ampara e compreende, procurando fazer da relação um espaço seguro que acalma.
De igual forma, sabemos também que o toque adquire, por vezes, uma função terapêutica, permitindo-nos sentir mais conectados e íntimos do outro, tendo o poder imenso de nos acalmar e relaxar, saindo do modo de sobrevivência.
Podemos ainda perguntar como o outro gostaria de ser ajudado, do que precisa naquele momento e validar. Desta forma, estamos a trazer empatia para a relação, estamos a trazer o suporte emocional para a relação, estamos a trazer a força e o poder da conexão, da intimidade e da vulnerabilidade para o espaço de relação da forma mais poderosa possível!
O trabalho de uma verdadeira regulação emocional permite a construção de uma relação segura e saudável. O poder da relação consiste em sermos. E para isso deveremos trabalharmo-nos. Para sermos calmos. Sermos paz. Sermos segurança. Sermos ouvintes. Sermos compreensivos. Sermos conscientes. Sermos empáticos. Sermos serenos. Sermos responsáveis afetivamente. Sermos melhores companheiros para quem realmente amamos.
A regulação emocional é o que sustenta o respeito, o cuidado e o amor ao longo do tempo. A regulação emocional é a chave para o coração da relação! Neste sentido, os vínculos não são destruídos pelas emoções. Os vínculos são destruídos por emoções mal reguladas e mal comunicadas.
A chegada dos dias longos pede tons quentes, paletas terrosas salpicadas de cores vibrantes, tecidos fluidos ou cortes que destapam a pele e libertam o corpo. Neste verão escolha looks que eternizam os melhores momentos passados à beira-mar.
[shortcode_split_text]Sem medo de alturas, subimos corajosamente até à plataforma de mergulho e sonhámos ainda mais alto com os dias na piscina, adornadas com looks frescos e vibrantes, e com o sol a beijar-nos a pele. Nesta producão de moda, repleta de tendências de verão, abraçámos a cor e o brilho, os típicos vestidos de verão que todas adoramos e, claro, as joias em forma de conchas e estrelas do mar.
Inspire-se nas nossas sugestões!
Tendências para brilhar este verão
Créditos
Diretora: Tânia Alexandre
Produção e styling: Bárbara Marinho
Fotografia: Pedro Gomes
Modelo: Karlotta Chaudhary
Cabelos: Rui Rocha
Maquilhagem: Jessica Carvalho
Vídeo: Diogo Almeida assistido por Eliana Pinheiro
Peças statement que são verdadeiros objetos de desejo, acessórios arrojados, fragrâncias refrescantes e bálsamos para a pele são os ingredientes-chave para o ser armário de verão.
[shortcode_split_text]Sabemos que o verão não está completo sem aquela seleção de peças que elevam qualquer look ao nível seguinte, sem os acessórios que fazem toda a diferença e sem os cuidados que mantêm a pele fresca, luminosa e protegida do sol e do mar. Se ainda tinha dúvidas, garantimos-lhe que esta é a estação certa para arriscar, ora com novas fragrâncias ou peças arrojadas.
Não sabe como? Inspire-se no nosso vídeo.
Essenciais de verão para viver as férias ao máximo
Créditos
Diretora: Tânia Alexandre
Produção e styling: Bárbara Marinho
Fotografia: Dulce Daniel
Set design: Joaquim Szkutnik Rocha
Digitech & light assistant: Luís Pedro Ferreira
Retouching: Do Retouch
Vídeo: Diogo Almeida
Os dias de calor rimam com mergulhos, mas sabia que em vez de ir para a praia, pode escolher a piscina de um destes 12 hotéis mesmo que não esteja lá alojada? Um luxo que lhe vai saber muito bem…
[shortcode_split_text]Para fazer face às altas temperaturas, nada melhor do que um mergulho e umas braçadas refrescantes. E nem tem de ser na praia, pode ser numa piscina de hotel sem que para isso tenha de fazer check-in.
É isso que acontece nos 12 que lhe mostramos, ou seja, abrem portas a quem quer ir apenas passar o dia nas suas magníficas piscinas, sendo que alguns combinam essa possibilidade com o brunch de fim de semana, massagens e até aulas de Pilates.
As vantagens são várias, será um dia mais sossegado do que na praia e a ‘bandeira’ estará sempre verde, além disso tem direito a uma a espreguiçadeira e a uma toalha, mordomias de hotel que sabem sempre muito bem. Não se esqueça é de fazer reserva, até porque estes programas dependem sempre da disponibilidade do hotel.
12 piscinas de hotéis que estão abertas a não hóspedes
Em Malta, encontrámos, além de um mar azul-turquesa, uma notável arquitetura medieval que dá um ar misterioso às suas cidades, que já foram cenário para muitos filmes, templos megalíticos e uma Natureza selvagem.
[shortcode_split_text]A sua posição estratégica no Mediterrânico fez de Malta uma terra muito desejada. Aqui estiveram os fenícios, os romanos, Napoleão e os britânicos. São mais de sete mil anos de história e que história, daí que não seja apenas um destino de mar. Uma viagem de 25 minutos de ferryboat leva-nos do porto de Cirkewwa, na ponta norte de Malta, à ilha de Gozo, que será o ponto de partida para quatro dias neste país.
Durante o curto percurso, passámos ao lado de Comino, a outra ilha do arquipélago, e conseguimos ver as águas claras da Blue Lagoon, um dos locais mais conhecidos de Comino. É com Stephen Tabone, proprietário do agroturismo Tuta, que passamos a manhã. Ele e o irmão, Jochen Tabone, decidiram dar uma nova vida à propriedade da família. Situada num ponto alto, tem vista tanto para o mar como para o campo onde está inserida e para as localidades que a rodeiam.
“Abrimos as portas há pouco mais de um ano, temos dez quartos, e a sustentabilidade é a base do projeto. Recolhemos a água da chuva para a reutilizar, temos painéis solares, separamos o lixo e usamos os produtos que produzimos no nosso restaurante”, conta-nos. No quartos Deluxe, até o jacuzzi é alimentado por uma lareira. Mas a propriedade é muito mais do que a parte hoteleira. Com Stephen Tabone como guia, visitámos os animais (cavalos, porcos, avestruzes, vacas), as plantações de cogumelos e a estufa de tomate.
Um dos próximos passos é levar os hóspedes a participarem em atividades agrícolas. “A minha visão do turismo de qualidade passa por experiências e pela exclusividade”, diz. Pelo caminho, vai-nos chamando a atenção para as plantas e frutos que que crescem espontaneamente. O nosso anfitrião é chef e o forrageio é algo que faz parte integrante da sua cozinha. Já no restaurante, Stephen Tabone sai da cozinha com uma tábua com o melhor que a quinta tem para oferecer.
Há ravioli fritos, vários tipos de queijos e enchidos que o próprio faz, bruschette, rúcula selvagem, entre outros. “Sou um pouco louco, gosto de experimentar coisas novas e de trazer as tradições culinárias para os nossos dias, sempre respeitando a sazonalidade”, algo que não é de estranhar para alguém que cresceu numa quinta.
Cenários de filme
A estrada que nos leva à baía de Dwejra, é cénica, entre o verde da vegetação e a pedra amarelada. Em Dwejra, sobressaem as arribas, as rochas decoradas com vários fosseis marinhos e com várias poças de água e o mar, que aqui se divide em dois: o aberto e um mar interior que forma uma baía que surge abraçada por casas de pescadores, que hoje são quase todas casas de verão, como refere Vincent DeBono, o guia que nos acompanhou ao longo da toda viagem.
Os amantes da Guerra dos Tronos, vão sentir que já lá estiveram. Desse mar interior é possível ir a nadar até ao mar aberto por um túnel de 100 metros. Os menos afoitos podem fazê-lo em pequenos barcos. É aqui também que se situa o Blue Hole, “um dos dez locais do mundo melhores para fazer mergulho,”, realça o guia.
A caminho de Rabat, a capital de Gozo, parámos nas salinas de Xwejni, escavadas na rocha há 350 anos; e na Basílica de Ta Pinu, um local de peregrinação por ali ter sido escutada a voz de Nossa Senhora. Em Rabat, também conhecida como Victoria, subimos à cidadela, a antiga cidade fortificada. Uma caminhada ao longo das muralhas dá a possibilidade de ter um panorama geral, mas é também obrigatório percorrer as ruelas estreitas e contemplar o largo da igreja. Parece que o tempo voltou para trás. E essa viagem pode recuar ainda mais na gruta de Calypso.
Reza a história, como nos conta o nosso guia, que este local é mencionado na Odisseia como o lugar onde a ninfa Calipso manteve Ulisses prisioneiro. Dela avista-se a melhor praia de Gozo, Ramla Bay, de areia alaranjada.
Filigrana, uma arte maltesa
No segundo dia por terras maltesas, tínhamos encontro marcado com Josianne Calleja, joalheira de filigrana, técnica tradicional em Malta. É no centro de Rabat, que se situa a loja Lartigjana, que a artesã abriu, em fevereiro de 2004, com mais três artistas: Petra Gasan, que faz bordados e macramés; Rosalie Sammut, que trabalha cimento; e Nabiha Tamin, pintora. “É um projeto de empoderamento feminino do qual tenho muto orgulho em fazer parte”, afirma a joalheira, que desde muito jovem se interessou pelas técnicas artesanais.
“Aprendi com os grandes mestres e é importante não deixarmos morrer esta tradição”, conta-nos enquanto nos tenta ensinar. Nas suas mãos parece simples; nas nossas complica-se. Faz brincos, a famosa cruz de Malta, anéis e outras peças.
Depois de conhecermos este projeto do presente, voltámos ao passado de Malta, no Museu Wignacourt. Situado num edifício barroco, tem uma galeria com várias pinturas de artistas nacionais e estrangeiros e peças clericais. Já nas catacumbas, com mais de dois mil anos, há vários túmulos e a Mesa de Ágape, onde outrora se celebravam banquetes antes dos enterros, proibidos depois pela Igreja Católica. Foi também nestas catacumbas que São Paulo se refugiou depois de naufragar na ilha, em 64 d.C. Séculos depois serviram de abrigo para a população aquando da II Guerra Mundial.
“Malta foi o país mais bombardeado”, lembra-nos Vincent DeBono, que nos chama a atenção para alguns dos cubículos terem azulejo. “Traziam-nos das suas casas destruídas para tornarem o espaço mais acolhedor”, conta-nos. Pensar que aqui se esconderam tantas pessoas sem luz natural e um ar rarefeito é arrepiante.
A misteriosa Mdina
Com um pastizzi, um pastel maltês, que neste caso era recheado com queijo e ervilhas, na mão dirigimo-nos a Mdina, logo ali ao lado. Ao entrarmos nas muralhas, viajámos de novo no tempo. A cidade, que tem uma atmosfera misteriosa ajudada pelas inúmeras ruelas que a percorrem, tem quatro mil anos de história, uma arquitetura medieval e barroca feita de palácios e igrejas. A principal é a imponente Catedral de São Paulo. Foi aqui que encontrámos Raymond Saliba, assistente de curadoria do museu e é ele que nos guia por este local de culto católico e pelo espaço museológico.
“Foi destruída pelo terramoto de 1693 e reconstruída por Lorenzo Gafà em 1702”, refere, chamando-nos a atenção para as lápides de mármore e para as pinturas de artistas como Mattia Pretti. Com o fim do dia a aproximar-se, ainda houve tempo de fazer uma paragem na Rotunda de Mosta, uma igreja em formato redondo, que parece demasiado grande para o tamanho da localidade. “Foi resultado da rivalidade entre cidades vizinhas”, diz-nos o guia, que adianta ainda que foi alvo de um bombardeamento na II Guerra Mundial, mas toda a gente se salvou.
Passado e presente
Valletta, a capital recebe-nos ao terceiro dia de viagem e é nos jardins Upper Barrakka que começamos a visita. É um magnífico miradouro para a Città Vittoriosa, para o porto e para o forte Ricasoli, onde foi filmado o Gladiador. Aliás, no jardim, há uma placa onde são indicados todos os filmes que foram gravados nas redondezas, e são muitos. As ruas da capital são um autêntico sobe e desce e dá vontade de fotografar todas as varandas que dão cor à cidade e parar na maioria das esplanadas que fazem com que a cidade seja vibrante noite e dia.
Além das lojas comuns, há algumas que se destacam como a D’Amato, loja de música fundada em 1885, e a perfumaria artesanal Stephen Cordina Aroma & Therapy, a primeira do género no país. O Teatru Manoel, a biblioteca e a Casa Rocca Piccola (uma casa-museu que pertence à nobre família De Piro que mostra como era a vida doméstica maltesa do passado) são de visitar, mas é a Catedral de São João que arranca mais uaus. É um dos mais notáveis edifícios de arte barroca do mundo.
No Oratório, guarda a obra-prima de Caravaggio Decapitação de São João. O pintor italiano veio para Malta fugir da prisão em Roma, mas acabou por ser preso em terras maltesas, mostrando que a mudança não lhe alterou a índole conflituosa. O certo é que conseguiu fugir do Forte Ricasoli. “Como foi possível?”, é a pergunta que Vincent de Bono deixa no ar.
Birgu, a vitoriosa
O último dia em Malta começou em Birgu, também conhecida como Città Vittoriosa. Tem vista para Valleta e uma forte tradição marítima. A Igreja de São Lourenço é um dos locais que se destacam. Somo recebidos por pelo grupo de voluntários que tomam contam da igreja. Chamam-nos a atenção para o padroeiro pintado por Mattia Preti, situado no altar principal, para o órgão e depois guiam-nos pelo museu repleto de relíquias.
Outro ponto de paragem obrigatória é o Palácio do Inquisidor, no qual é possível conhecer a histórias dos dois séculos de Inquisão em Malta, que terminou com a chegada dos franceses no século XVIII. É possível ver os aposentos dos inquisidores, mas também as celas e os locais onde eram ouvidos os hereges. Além disso, há um pequeno vídeo que conta a história da condenação de dez escravos por conspiração.
As ruas de Birgu devem ser contempladas com calma, a cidade foi quase toda praticamente destruída durante a II Grande Guerra, mas mantém o charme de outros tempos depois de uma recuperação que demorou 35 anos. Um pormenor: uma cabine telefónica ao estilo britânico é agora uma biblioteca, onde é possível deixar e tirar livros.
A caminho do Complexo Arqueológico de Hagar Qim e Mnajdra, passámos por Marsaxlokk, uma aldeia piscatória no extremo sul da ilha, e no miradouro da Gruta Azul, onde as arribas branqueadas desenham a paisagem e acabam no mar. Já no complexo referido atrás, não há como não ficar perplexo com a dimensão das pedras. Como as terão trazido até aqui, é a grande dúvida. O primeiro está situado no topo da colina, e o segundo, no sopé da mesma no meio de vegetação mediterrânica.
Deles sabe-se pouco, nem tão-pouco a função, apenas que foram contruídos entre 5000 e 2000 A.C. A visita começa com um filme 3D que mostra como eram, como quase despareceram e como estão hoje, protegidos por uma espécie de tenda. Acabámos a viagem quem sabe no início daquilo que hoje é Malta...
Informações úteis
Como ir
A Ryanair tem voos diretos de Lisboa e Porto para Malta. Para se deslocar no país, tem sempre a hipótese de alugar um carro, mas atenção que conduzem à esquerda. Os transportes públicos são sempre uma opção e, para ir aos locais onde não é possível com eles, há táxi ou TVDE e visitas guiadas com transporte
Onde ficar em Malta
Waterfront Hotel: Situado na marginal de Sliema, uma cidade às portas de Valetta, à qual se chega facilmente de autocarro ou de ferry, numa viagem que não chega a 15 minutos, os seus quartos virados para o mar têm uma vista fascinante para a baia e para Valetta. O hotel tem três restaurantes, um rooftop, um spa, uma piscina interior e uma exterior. Preço: A partir de 75€.
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Onde comer
A gastronomia maltesa tem uma forte influência italiana, mas é também polvilhada com sabores do norte de África.
Trattoria AD 1530: Está localizada no The Xara Palace Boutique Hotel, da cadeia Relais & Châteaux. Além de pizas e massas, tem vários pratos principais, como o duo of local pork, que vale a pena provar.
Caffe Cordina: É um dos cafés mais antigos de Valetta e a sua decoração clássica atesta isso. Além da parte de pastelaria, tem refeições. Experimente, por exemplo, os ravioli de ricotta local com o molho de tomate ao estilo maltês.
Fifty Nine Republic: Localizado no centro de Valetta, é um restaurante onde a inovação é uma constante. Os tacos de camarão, e os arancini de lagosta são de experimentar, bem como o bife Wellington.
Don Berto: Localizado na marina de Birgu, é um restaurante italiano e o linguini com polvo e lulas é uma excelente opção.
A versão original deste artigo foi publicada na revista Saber Viver nº 296, fevereiro de 2025.
Se alguma vez sentiu que o dia precisava de mais horas para ser mais produtiva, este artigo é para si!
[shortcode_split_text]Com certeza já desejámos todas que o dia tivesse mais do que 24 horas, ou que o tempo parasse por alguns minutos; que houvesse uma borracha mágica que apagasse as tarefas infinitas que temos na agenda, ou que alguém as concluísse por nós. Qualquer coisa que nos ajudasse a aumentar a produtividade e a ter mais tempo para o que realmente importa.
Mas, e se lhe disséssemos que o problema não está nos ponteiros do relógios mas na forma como gerimos o nosso tempo? Segundo Cláudia Ganhão, coach e mentora em minimalismo no feminino, é possível organizarmos o dia com mais eficiência, sem sistemas extra complicados, e de forma a reduzir o cansaço mental. Ora veja.
Ferramentas para aumentar a produtividade no dia a dia
Técnica Pomodoro: foco com pausas reais
Criada por Francesco Cirillo, esta técnica propõe que trabalhemos em blocos de 25 minutos focados, seguidos de 5 minutos de pausa. Ao fim de 4 ciclos, faz-se uma pausa mais longa. É ideal para quem se distrai facilmente, pois permite manter o foco e evitar o esgotamento.
Matriz de Eisenhower: distinguir o importante do urgente
Nem tudo o que parece urgente é importante — e é aqui que muitas pessoas se perdem. Esta matriz, inspirada no ex-presidente americano Dwight D. Eisenhower, ajuda-nos a classificar as tarefas em quatro quadrantes:
- Urgente e importante
- Importante, mas não urgente
- Urgente, mas não importante
- Nem urgente, nem importante
Uma ferramenta simples que pode transformar a forma como gerimos o tempo.
Princípio de Pareto: 80% dos resultados vêm de 20% das ações
Também conhecida como a “Regra dos 80/20”, esta ferramenta convida-nos a identificar quais são as ações mais eficazes e a focarmo-nos nelas. Em vez de fazermos tudo, o segredo está em fazer o que realmente importa.
Single Tasking: fazer uma coisa de cada vez
Multitasking (fazer várias coisas ao mesmo tempo) não é sinal de eficiência, mas sim uma fonte de distração e cansaço. O single tasking valoriza a presença total numa tarefa de cada vez, permitindo-nos concluir com mais qualidade e em menos tempo.
Objetivos SMART: clareza no que pretende alcançar
SMART é o acrónimo de: Specific (específico), Measurable (mensurável), Achievable (atingível), Realistic (realista) e Time-based (com prazo definido). Quando temos objetivos definidos de forma clara, concreta e realista, é mais fácil manter o foco e medir os seus progressos.
Brain Dump: esvaziar a mente no papel
A nossa cabeça foi feita para ter ideias, não para armazenar tudo. O brain dump consiste em escrever tudo o que está a ocupar espaço mental — ideias, tarefas, dúvidas — sem filtro. Este simples ato alivia a mente e permite-nos voltar ao essencial com mais serenidade.
Planeamento semanal: ver a floresta, não só a árvore
Dedicar alguns minutos no início da semana para organizar compromissos, prioridades e tarefas, dá-nos uma visão mais clara dos dias. Dica prática: planear apenas 70% do tempo, deixando espaço para imprevistos.
Descanso intencional: produtividade também se constrói a parar
Nem sempre é valorizado, mas descansar é essencial. O descanso é tão importante como a ação. Por isso é aconselhável marcar pausas ao longo do dia e respeitar momentos de silêncio e pausa real. Só assim poderemos manter a produtividade sem sacrificar a saúde.
"Estas ferramentas não servem para lhe encher os dias com mais coisas para fazer, mas sim para a ajudar a recuperar o controlo do seu tempo e da sua energia", conclui Cláudia Ganhão. "Ao aplicar estas estratégias com consistência — e adaptando-as à sua realidade — pode reduzir a sobrecarga mental, aumentar o foco e encontrar uma nova leveza no seu dia-a-dia. Porque, no fim, produtividade não é fazer tudo. É fazer o que importa, com mais intenção e menos peso".


















