© Dulce Daniel
Sofia Ribeiro:

Sofia Ribeiro: “Cuidar da pele também é cuidar de mim, é um gesto de respeito e amor”

Há mulheres que não precisam de se impor para serem notadas. A sua presença faz-se sentir na forma como ocupam o espaço, na serenidade do olhar, na clareza das escolhas. Sofia Ribeiro é uma delas. Nesta conversa com a Saber Viver, a atriz fala-nos do tempo como aliado, do amor-próprio como aprendizagem contínua e da beleza que nasce da escuta interior.

Por Jan. 29. 2026

Ao longo de uma carreira sólida e coerente, Sofia Ribeiro construiu um percurso marcado mais pela consistência do que pelo excesso, mais pela verdade do que pela urgência. Entre rotinas de bem-estar, reflexões sobre o amor e o privilégio de envelhecer com consciência, Sofia revela uma feminilidade segura, que já não precisa de provar nada. Apenas de ser.

Entrevista a Sofia Ribeiro

Quem és quando a atriz se cala?

Sou uma apaixonada e profundamente curiosa pela vida. Admiro o silêncio, a Natureza, gosto de casa, de cozinhar, de cuidar. Encanta-me o que é mais simples. Adoro sentar-me a observar, amo a sensação de sentir-me presente. Quando a atriz se cala, fico eu — alguém que procura viver com propósito e verdade. Inteira, imperfeita mas consciente.

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Que tipo de histórias femininas sentes falta de ver representadas na televisão e cinema?

Hoje vemos mais diversidade de perfis e mais protagonismo feminino. Mas a meu ver continua a faltar complexidade emocional. Ainda vemos demasiadas vezes as mulheres reduzidas ao papel de mãe, amante, gira, tonta. Faltam personagens contraditórias, maduras, líderes, frágeis e fortes ao mesmo tempo. Falta espaço para a mulher que erra, que muda de ideias, que envelhece, que tem poder e vulnerabilidade em simultâneo.

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O palco, a representação foram, em algum momento, lugares de salvação pessoal?

Muitas vezes. O palco e a representação foram e são ainda, por vezes, lugares de salvação e sobrevivência. Para mim, o meu trabalho sempre foi como um eixo que me coloca no caminho certo.

És a nossa protagonista da edição de fevereiro. Uma edição que fala de amor, nas suas mais diversas versões. Com o passar do tempo, a forma como vivemos o amor muda? Quer seja uma pessoa, a família, a carreira, a vida?

O amor, nesta fase, pede menos ilusão e mais verdade? Eu acredito que sim . Tudo muda! Nós não somos os mesmos que há 10 anos atrás. Hoje o amor pede menos fantasia e mais presença. Menos promessa e mais ação. Pede mais calma! (Risos)

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Para ti, de que forma uma rotina de beleza eficaz contribui para a confiança e bem-estar emocional?

Envelhecer é um processo, faz parte! Mas parece-me inteligente querer fazê-lo com qualidade. Escolher produtos que respeitam os diferentes tipos de pele e momentos que atravessa, com ingredientes testados e comprovados para o efeito, só representa mais valias a nosso favor. Por isso, sim! Cuidar da pele é também autocuidado. Olharmos ao espelho e sentirmo-nos bem com o que vemos, reforça o nosso bem-estar e confiança. Cuidar da pele também é cuidar de mim, é um gesto de respeito e amor por mim mesma. E isso reflete-se no resto…

Que expetativas sociais sentes ainda a pesar sobre uma mulher na fase dos 40 anos?

Que sejamos jovens, produtivas, belas e sempre disponíveis. É irreal!

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A atriz terminou este shooting com a mesma elegância com que entrou: de sorriso aberto, sem pressa, nem máscaras. Leia a entrevista na íntegra na Saber Viver de fevereiro, já nas bancas! 

Créditos

Produção e styling: Bárbara Marinho
Fotografia: Dulce Daniel
Vídeo: Diogo Almeida assistido por: Eliana Pinheiro
Digitech & Light Assistant: Luís Pedro Ferreia
Cabelos: Rui Rocha
Maquilhagem: Andreia de Almeida
Retouch: Do Retouch
Assistente de styling: António Bernardo
Agradecimentos: Vinha Boutique Hotel

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