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Teresa Alves Barata é certificada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova Iorque e vai estar no Open Mag, a 6 e 7 de maio, a dar dois workshops saudáveis!

Se tivéssemos de descrever Teresa Alves Barata numa palavra seria “saudável”. A primeira health coach portuguesa a ser certificada pelo Institute for Integrative Nutrition de Nova Iorque e fundadora dos sumos e smothies das lojas Liquid é, sem dúvida, uma autodidata de nutrição.

Por todos estes motivos (e por requerermos tanto a sua ajuda nos nossos artigos) não poderíamos fazer o Open Mag sem tê-la por lá, a fazer o que tão bem sabe: ajudar os outros a serem mais saudáveis. Ao todo, a health coach vai dar dois workshops: o primeiro sobre como preparar sumos funcionais, a 6 de maio às 12h; e o segundo no dia seguinte, às 11h45, sobre como fazer um menu de purificação.

A seguir, prepare-se para o OpenMag e fique a conhecer um pouco melhor Teresa Alves Barata e o seu trabalho, através da entrevista que deu à Saber Viver.

 

 

 
O que é um Health Coach?
Não é um nutricionista! Um Health Coach é uma pessoa que ajuda a mudar hábitos alimentares e a encontrar a dieta certa para nós, bem como aconselha a fazer as mudanças que queremos na nossa vida em termos de saúde, bem-estar e alimentação. Mas se é uma abordagem que começa pela alimentação, acaba também por abordar o exercício físico, os relacionamentos, a espiritualidade e o trabalho, ou seja, tudo o que influencia a forma como comemos e a nossa saúde. Por exemplo, se temos um mau relacionamento isso vai afetar a forma como comemos e a nossa saúde. A grande parte das pessoas quer começar a mudar a alimentação e a sentir-se bem consigo mesma. Querem perceber qual é realmente a alimentação melhor para elas e que eu as ajude a implementar essas mudanças fundamentais na sua vida e querem compreender tudo melhor, porque há muita informação e esta é por vezes contraditória. Ouvem dizer que as sementes fazem bem e enchem a casa de sementes, mas afinal continuam inchadas e não conseguem pôr os intestinos a funcionar. Querem alguém que tenha conhecimentos de nutrição e que as acompanhe. A única diferença é que eu não faço um plano nutricional. Tento perceber a forma como comem e o seu estilo de vida. E depois, sessão a sessão, vou mais inserindo do que retirando novos hábitos: os sumos verdes, retirar o trigo, inserir novos cereais…
Substitui antigos (maus) hábitos por novos. Logo não existe uma carência…
Não, não sentem essa carência. Mesmo se eu desconfio que há uma delas que pode ter intolerância ao glúten, por exemplo, faço-lhe uma dieta de eliminação de uma semana, que vai ser muito acompanhada e, nas semanas anteriores, ajudo-a a preparar a casa para compensar as refeições em que estava habituada a comer com glúten.
Que tipo de acompanhamento?
Vou com a cliente ao supermercado, ensino a ler o rótulo dos ingredientes… Faço tudo de forma a que, quando acabarem o programa, que vai de três a seis meses, as minhas clientes consigam fazer tudo sozinhas. A ideia é que mudem mesmo os (maus) hábitos. Quando consultam a nutricionista, o que acontece muitas vezes, chegam a casa com uma lista infindável de hábitos e alimentos para mudar e pensam: ‘e agora!?’ Nos EUA está já implantado a Coach trabalhar em parceria com a nutricionista de forma a ajudar a implementar esses novos hábitos nos seus pacientes.
Tal como com um Personal Trainer, não é?
Exato! O que faço é ajudar a minha cliente a conseguir integrar os novos hábitos e ajudando-a a analisar as várias reações do corpo, através de um diário alimentar e o acompanhamento constante pelo Whatsapp. Assim, quando estão no supermercado, na dúvida, enviam-me um whatsapp e perguntam-me se devem comprar determinado alimento, por exemplo. Há um acompanhamento muito próximo, muito pessoal.
Qual é o seu programa mais pedido?
É o mais normal, com duas consultas por mês, feitas pessoalmente ou por Skype e que pode incluir as idas ao supermercado. Depois há outro mais completo, em que vou a casa da cliente para organizar a dispensa e ensino a fazer os smoothies.
E devemos ter várias pequenas refeições ao longo do dia?
Depende. Isso acelera o metabolismo, sim. Mas tem a ver com o metabolismo de cada um. O que digo às minhas clientes é para ouvirem o seu organismo. Se tiverem fome a meio da tarde, comam. Mas com conta peso e medida. Não pode é saltar refeições. Devemos começar com um bom pequeno-almoço, rico em vitaminas, proteínas e sais minerais. O segredo para uma alimentação saudável é variar muito e que os alimentos sejam o mais próximo possível da natureza.
É maioritariamente consultada por mulheres?
Para este programa ainda não fui contactada por homens, ainda que haja muitos que façam o programa Detox da Liquid.
E como são as mulheres que a procuram?
Há muitas pessoas que têm 40 e muitos, querem continuar a sentir-se bem e têm medo de entrar na menopausa e não consiguem manter o peso. Depois há as mães de 30 anos, com filhos pequenos, que trabalham muito e querem voltar a ficar em forma.
A Teresa Alves Barata é a pioneira do Health Coach em Portugal?
Acho que fui mesmo a primeira portuguesa a tirar o meu curso. Há dois anos que dou consultas. Este ano, nos últimos três, quatro meses começo a sentir um interesse maior na área Mas ainda há um mundo por desbravar. Pela experiência que tenho é essencial a pessoa querer mudar. Quem segue o programa durante três meses, asseguro que saem outras pessoas, mais felizes, seguras de si mesmas. Tenho visto mudanças radicais. E isso é bom para elas e para todas as pessoas que as rodeiam. É a grande mudança que eu sinto. Depois há quem eu encontre mais tarde que garante que o que aprenderam tornou-se parte da sua vida. São ligações para a vida.
Faz mais do que ajudar as pessoas a atingir o peso ideal?
Sim. Tudo começa pela alimentação, porque somos aquilo que comemos. Mas se mudamos a alimentação começamos a sentir-nos melhor. Começamos o dia com mais coragem, com mais força e motivação para implementar os nossos projetos de vida.
 

Já esteve em algum workshop com Teresa Alves Barata? Vai participar nestes do Open Mag?

CRÉDITO: Gonçalo F. Santos

One Comment

  1. guerracatarinaadv@gmail.com'
    Catarina Goncalves / 3 de Junho de 2017 at 3:25 /Responder

    Adorei ler o artigo, pois também sou portuguesa e estou a acabar o curso de health coach pelo Institute of Integrative Nutrition. Neste momento, estou a viver em Macau, onde também não existem health coaches e acho muito importante ajudar a divulgar o nosso trabalho. Costumo dizer que a maior parte das pessoas precisa de um coach mas ainda não o percebeu 🙂
    Parabéns Teresa pelo trabalho e à Saber Viver por trazer sempre conteúdos interessantes.

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