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Hoje, dia Internacional da Juventude, revelamos o que as novas gerações devem estudar para conseguirem um bom emprego. Estas são as profissões do futuro a ser pensadas já no presente.

Mais do que dizer quais serão as profissões do futuro, interessa saber que até 2030 vão aparecer novas profissões antes de desaparecerem aquelas que atualmente conhecemos. E os candidatos a qualquer cargo terão de possuir um leque de capacidades ainda maior do que é exigido hoje em dia. “Procuram-se pessoas com competências técnicas especializadas, mas com versatilidade suficiente para se adaptarem a novas responsabilidades noutra área”, diz Isabel Relvas Ferreira, recrutadora da Randstad.

Profissões do futuro a apostar no presente

Na opinião da especialista, o setor de tecnologias de informação é o que vai ver maior crescimento no futuro próximo. E, curiosamente, é onde há mais falta de técnicos. “É um mercado em que há muito mais oferta de trabalho do que existem candidatos”, informa. Além desta área de especialização, continuará a haver preferência por “pessoas formadas em gestão, porque é um curso bastante geral”. Sobretudo, se os indivíduos complementarem essa formação base com “um mestrado em marketing digital ou e-commerce” e, mais tarde, um MBA. O doutoramento abrirá portas nos setores académico e de investigação e inovação.

Estudar em escolas e/ou universidades bem posicionadas nos rankings, nacionais e mundiais é uma mais-valia para se preparar para uma profissão do futuro. Quanto ao ensino superior, “as instituições mais valorizadas pelo mercado de trabalho são: a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade Nova, o ISCTE, o IST e o ISEG”. No ensino secundário, “os colégios Lycée Français Charles Lepierre e a Deutsche Schule Lissabon são interessantes”, continua. “Isto porque os seus alunos têm valências linguísticas e um maior à vontade em meios multiculturais”.

As mais-valias do conhecimento

Como vemos, o domínio de várias línguas será uma habilidade bastante valorizada em todas as profissões do futuro. Isabel Relvas Ferreira diz que “o inglês já é um requisito obrigatório, independentemente das áreas de negócio”. Tem verificado que “o francês está a regressar”. De resto, algumas empresas procuram ainda pessoas fluentes em espanhol e alemão. As companhias no mercado asiático, e cna área de retalho, também preferem alguém “com bases de mandarim”.

Os recrutadores que analisam os currículos de quem ainda não tem experiência profissional, destacam os interesses extracurriculares. Podem “ser um fator diferenciador”, diz Isabel Relvas Ferreira. Que acrescenta: “Apetência para o desporto, ações de voluntariado, contacto com o mercado de trabalho [estágios] e iniciativas empreendedoras” são alguns exemplos. Além de incentivar os seus filhos a estudarem matemática, tecnologias e línguas, incite-os a serem mais ativos fora da escola.

 

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