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Marta Horta Varatojo é uma das criativas da culinária, bloggers e autoras que destacamos na nossa série As Rainhas da Alimentação Saudável. Descubra porque se tornou cozinheira e defensora da macrobiótica.

Hoje, a autora do blogue My Macroexotic World e de O Livro de Cozinha da Marta , acredita que a alimentação pode ser nutritiva, sustentável e que deve ser saborosa. “Sempre pus os princípios da macrobiótica em prática na minha vida. Nunca pensei foi vir a trabalhar nesta área. E só comecei a cozinhar quando saí de casa dos meus pais, porque até lá era sempre a minha mãe quem cozinhava em casa. Costumo dizer que aprendi via telefone, porque ligava à minha mãe para tirar dúvidas”, contou à Saber Viver. Desde então, encontrou na cozinha macrobiótica a resposta para todos os critérios acima mencionados. Deixe-se inspirar pelas suas histórias e pratos deliciosos!

 

 

 

Na minha opinião, a alimentação é uma das ferramentas mais eficazes para criarmos uma verdadeira mudança interna e sermos ainda mais felizes.

Marta Horta Varatojo
Por que é que se dedicou à arte culinária?
Os meus pais tiveram um papel fundamental. Foi com eles que aprendi a comer de forma saudável e a fazer escolhas conscientes. O meu pai é um dos melhores especialistas a nível mundial na área da macrobiótica e a minha mãe é uma cozinheira excecional e professora de culinária.
O que é a macrobiótica?
Comemos aquilo que se considera ser biologicamente mais compatível com o ser humano, sendo que a base da alimentação são os cereais integrais, leguminosas e vegetais. Deve ter-se em conta o enquadramento geográfico e climático, assim como o estilo de vida e condição de saúde de cada um.
Quando é que decidiu partilhar as suas receitas com o público?
Em 2009, comecei a dar aulas particulares de culinária para uma cliente, que hoje em dia é uma grande amiga. A cozinha dela é absolutamente fantástica, equipada de bons materiais e utensílios, a despensa totalmente recheada com os melhores ingredientes e um frigorífico com uma imensa variedade de vegetais biológicos. Era um autêntico ateliê criativo. Foi nessa fase que comecei a desenvolver mais receitas e a aperfeiçoá-las. Mais tarde passei a dar aulas a grupos maiores.
Tem uma missão, com o blogue e o livro?
Despertar a curiosidade nas pessoas para uma alimentação e estilo de vida mais conscientes. Quero tornar a macrobiótica apelativa e acessível a todos, e mostrar que é muito mais fácil de praticar do que se imagina, para além de ser deliciosa. O feedback que tenho tido tem sido incrível. Há um número cada vez maior de pessoas a procurar alternativas mais saudáveis.
Quais são os planos para o futuro?
Nunca fui muito de ter planos. Gosto de ser surpreendida pela vida. A longo prazo tenho um sonho: quero muito ir viver para o campo, mais precisamente para a Costa Alentejana (o meu lugar preferido do País). De momento estou a trabalhar no Instituto Macrobiótico de Portugal e a dar cursos de culinária.
 

Conhece a culinária macrobiótica?

este artigo foi originalmente publicado a 12 de Julho de 2016

4 Comments

  1. francis1789@gmail.com'
    Francisco Mendonça / 19 de Janeiro de 2017 at 21:37 /Responder

    (…) confeccionar sopa de miso com dashi (de base) tem perigos para a saúde??? a questão que vos endereço resulta da leitura sobre os efeitos do acido inosinico em que este caldo é muito rico.

    Obrigado

    • Filipa Basílio da Silva / 30 de Janeiro de 2017 at 15:33 /Responder

      Boa tarde Francisco,
      Quando o caldo é feito à base de dashi, devemos ter as mesmas precauções que quando fazemos sopa de miso. Apesar dos seus muitos benefícios para a saúde, o miso tem um elevado teor de sódio, que pode ser prejudicial para alguém que sofra de hipertensão ou que tenha outra doença cardiovascular. Já o ácido inosínico, encontrado no dashi, é usado noutros alimentos para intensificar o seu sabor (nas alheiras, por exemplo). O ácido inosínico não está associado a riscos para a saúde. Simplesmente, é aconselhada moderação na sua ingestão uma vez que se trata de um aditivo alimentar.
      Se tiver mais alguma questão, não hesite em contactar-nos.
      Obrigada pela atenção,
      Filipa

  2. rmnr29@gmail.com'
    Rosélia rodrigues / 10 de Julho de 2017 at 23:49 /Responder

    Eu gostava de saber mais sobre a cozinha macrobiótica. Por isso me dirigi a este site talvez aqui consiga saber mais

  3. ritavalegomes@hotmail.com'
    Rita Gomes / 9 de Setembro de 2017 at 14:33 /Responder

    Olá, como vai?
    Acabei de fazer consultas e tratamentos recorrendo à medicina tradicional chinesa, onde, além das técnicas de massagem, acunpuntura e outras, foi -me foi-me explicada a necessidade de introduzir a macrobiótica nos hábitos alimentares. « também baseada nos princípios orientais de yin e yang, isto é, forças opostas complementares. e de que a harmonia relativa é conseguida quando equilibramos estes dois polos, yin e yang, nas nossas vidas» Nesta orientação fui identificada como sendo Yang, daí a necessidade de estar atenta aos alimentos que contrariem essa força yang. A minha dúvida é 1º onde posso ter acesso 1 lista de confiança de alimentos a incluir na alimentação de forma a equilibrar o yin e yang sendo eu yang. 2º como devo fazer a transição de uma alimentação mais mediterrânica para uma macrobiótica. Muito obrigada. Rita

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