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A dança não é só uma forma de perder peso, mas também ajuda a sair da casca, pois tem um impacto muito positivo sobre a nossa saúde e sobre o nosso estado de ânimo. Fique em forma e divirta-se!

Quem não gosta de dançar? Talvez alguns rapazes tímidos ou trapalhões. Para a geração X, nascida nos anos 70, Fame, Footloose e Flashdance eram filmes de referência e as suas bandas-sonoras ouviam-se e dançavam-se em Walkmans. Já em finais dos anos 80, Dirty Dancing fazia as delícias das jovens que suspiravam com Patrick Swayze e descobriram com os phones ligados ao mp3 os encantos da dança a pares. Já os recém-adultos milenares, dividiram-se entre o team pop de Zac Afron (High School Musical) e o team hip-hop de Channing Tatum (Step Up) no início deste século.

Em suma, todos nós crescemos inspirados pela música e dança. Mas se, antes, a dança era um território reservado às pequenas crianças que aspiravam ser bailarinas ou aos seus avós que sociabilizavam nas danças de salão, agora são as mães que se inscrevem em ginásios com modalidades de dança. Eles, pais, também.  É que dançar está na moda e é uma forma diferente e eficaz de perder peso enquanto nos divertimos. E como não só de Zumba se faz a dança, surgem novas modalidades em ginásios e estúdios que prometem diversão, maior flexibilidade, melhoria do condicionamento, aprimoramento da coordenação motora e perda de peso. Com tantos benefícios, surgem novas ou reinventadas versões rítmicas que prometem pôr o nosso corpo a mexer. Sh’Bam, Xco Latin Workout, Ballerina Body, Sbarre, Dance Jam e Kizomba, são os movimentos do momento. Fomos conhecê-los.

De pontas e na barra

Vê uma bailarina num tutu ou em sapatilhas de ponta e sente-se invadida por uma certa nostalgia? Gostava em criança de ter aprendido ballet, mas não teve a oportunidade? Nada está perdido, porque nunca é tarde demais para começar. Mais ainda quando o ballet, como modalidade de fitness, está na moda. É verdade que exige anos de treino duro, pelo que a condição física de um bailarino deve ser a ideal, e quanto mais cedo for aprendizagem técnica, melhor. Embora seja improvável que se torne numa dançarina profissional, nada como aprender e desfrutar de aulas de ballet para adultos. Aqui, o principal fator é a atitude.

A moda do ballet para adultos começou em Nova Iorque, com a bailarina Mary Helen Bowers, que treinou a atriz Natalie Portman no filme Black Swan. Bowers adaptou os passos do ballet em sequências de ginástica e criou o método Ballet Beautiful, que promete esculpir o físico de qualquer mortal em bailarina. Com Natalie Portman deu certo, tal como com muitas das Angels da Victoría’s Secret. Também pode dar com qualquer uma de nós, pois a criadora do método Ballet Beautiful dá aulas via internet para alunos do mundo inteiro. Mas se prefere ter uma professora ao vivo e a cores, então conheça o método Ballerina Body e o SBarre.

Ballerina Body e Sbarre – Shape It 

A balarina, coreográfa e cantora, Inês Jacques, com o passar dos anos começou a interessar-se mais com o corpo e um modo mais saudável de o mover. “Penso que foi com as aulas de corpo e movimento para atores, que leciono desde 2009, onde tinha de fazer com que pessoas sem formação nenhuma fizessem rapidamente quedas aparatosas em segurança. Este interesse sedimentou-se e decidi desenvolvê-lo.” Nasce assim as aulas Ballerina Body. “O facto de ter sido mãe recentemente e de ter experienciado transformações no meu corpo, fez com que sentisse a necessidade de fazer os exercícios que desenvolvi para o Ballerina Body, para voltar a sentir a força e os alinhamentos que tinha antes.” Este método utiliza o vocabulário da dança como treino físico. “Combina várias técnicas, de onde se destaca o ballet clássico, em exercícios que o peso do próprio corpo é o maior aliado, complementado com técnicas de dança moderna, barra-no-chão, ioga e pilates”, explica a bailarina.

Os ginásios para mulheres, Vivafit, acabam de trazer para Portugal a modalidade Sbarre – Shape It, aulas de 45 minutos que prometem músculos alongados como os de uma bailarina, resultado da fusão entre ballet, pilates e ioga. Nas aulas de SBarre usa-se uma barra como apoio e o treino alterna entre o treino de força isométrico e muitas repetições com pouco peso. Também são utilizadas bandas elásticas e bolas para variar a intensidade e imprimir variedade. A barra também está presente nos treinos Ballerina Body. Se frequentar uma das aulas de Inês Jacques em Lisboa ou no Porto, pode contar com uma melhoria na postura, mais tonicidade e flexibilidade. “Vai sentir-se graciosa, mas forte. Os exercícios trabalham os glúteos e coxas, muito por ‘culpa’ do en dehor da dança clássica (a rotação externa da coxa), que obriga os glúteos e as coxas a estarem sempre em atividade! E sobre os abdominais, que gerem parte da postura e dos equilíbrios que trabalhamos nas aulas”, continua Inês, que assegura que este método que pode ser praticado por qualquer pessoa. “Mesmo quando tenho alguém com algum problema no corpo, adapto os exercícios. E os homens são muito bem-vindos!”, acrescenta. Ah, e a indumentária não exige tutus e sapatilhas de pontas. “Se tiver em casa um maillot, collants e sapatilhas de meia ponta de ballet, ótimo. Se não, basta umas leggings, um top mais justo e meias”, aconselha Inês Jacques.

Outros ritmos

São muitos os estilos e combinações da dança, mas seja qual for a sua escolha (Zumba, Ballet, Sh´Bam, Street Dance, Body Jam, Dança de Salão, Sapateado, Dance mix, Hip Hop, Jazz, Dança do Ventre,etc ), todos possuem em comum a promoção da saúde física e mental. E os benefícios que a dança pode trazer são muitos: terapêuticos, culturais, sociais e educacionais.

A dança age involuntariamente e de forma terapêutica na pessoa que a pratica e faz com que haja foco no movimento, desempenho, ritmo e perceção do corpo, influenciando diretamente no aumento da autoestima, já que a atenção de problemas externos e preocupações são desligadas. E não é privilégio apenas dos mais jovens. Esta é uma das atividades mais democráticas e que possibilita a participação de qualquer pessoa.  Imagine o prazer da dança aliado ao alto gasto calórico? É que dançar (dependendo da frequência e intensidade) é um dos exercícios físicos que mais ajuda a ficar em paz com a balança. Contudo, a escolha do estilo não deve ser apenas baseada apenas no gasto calórico, como nos gostos pessoais e na afinidade com o ritmo. Isso vai fidelizar a frequência nas aulas. Conheça algumas novas modalidades ritmicas e escolha a que melhor combina com seu estilo de vida.

Xco Latin Workout by Jackie

Uma nova modalidade que mistura movimentos atléticos com ritmos latinos e utiliza como equipamento obrigatório os Xcos-Trainers, tubos cilíndricos que contêm uma massa granulada solta que, ao serem movimentados, provocam um impacto reativo e um aumento da produção da proteína do colagénio. É um equipamento que tem origem na fisioterapia e reabilitação e que pesa cerca de 600 gramas. “Muito mais importante que o peso é a intensidade com que se movimentam os Xcos-Trainers. A sua utilização faz com que o gasto calórico seja superior em 33 por cento, comparado com outras modalidades aeróbicas. Por aula (cerca de 50 minutos) gasta, em média, 1400 calorias, trabalhando todo o corpo, mas com especial ênfase no tronco, costas e braços”, assegura Paula Bragança, responsável pela modalidade em Portugal. “Portugal foi o primeiro país da Europa a realizar formação de instrutores e a ter aulas da modalidade e as formações no nosso país são realizadas pela própria criadora do método Xco Latin, Jackie Rodriguez”, continua.

Sh’bam

Prova que a dança não é apenas para os que nasceram com ritmo! São passos simples e modernos, que não requerem nenhuma prática anterior. A banda sonora traz hits populares remixados, desde What a Feeling, do filme Flashdance, sucessos de Lady Gaga, Black Eyed Peas e Beyoncé, até ícones latinos como Rythm of the night. É para acabar, definitivamente, com os possíveis medos de participar em aulas de ritmos. Sh’bam é um programa que mistura vários ritmos: funk, street, dance, techno, hip-hop e jazz, ideal para quem deseja aliar exercício físico e divertimento, sem contar que a modalidade proporciona uma melhoria do condicionamento físico e um gasto calórico médio de 300 calorias por hora.

Zumba

A ginástica dançante e de fácil aprendizagem é a atividade física ideal para quem quer variar os exercícios de musculação e deixar de reduzir medidas. A aula que queima até 450 calorias por aula é bastante dinâmica e divertida. Para quem ainda não conhece a modalidade, durante a zumba a música muda de 4 em 4 minutos, o que faz com que as pessoas não sintam o tempo passar ou fiquem enfadadas enquanto fazem a aula.

Dance Jam

Uma mistura de house, hiphop e jazz, que resulta numa dança mexida e divertida com uma forte componente técnica e rítmica, o que a torna perfeita para quem quer aprender a dançar. O Dance Jam são aulas de grupo, exclusivas do clube Virgin Active Palácio SottoMayor, que ensinam a dançar enquanto se diverte, socializa e fica em forma.

Kizomba

Este é o ritmo que tem feito sucesso nas pistas de dança. Uma dança de origem angolana, que contagiou o mundo. O termo “Kizomba” provém da expressão linguística Kimbundo que significa “festa”, e é caracterizada por ser uma dança bonita e sensual dançada a pares ou para dançar a solo.

Gosta de dançar?

One Comment

  1. sdantaspacheco@gmail.com'
    Susana / 15 de Janeiro de 2018 at 19:14 /Responder

    Onde são os estúdios?

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