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A fotógrafa Isabel Saldanha ensinou-nos a fotografar comida. Aprendemos com ela alguns truques para tornar as fotos ainda mais deliciosas. Saiba aqui como pode dar mais vida às suas redes sociais.

Não há quem não vá jantar fora e se coíba de fotografar comida. A palavra comida pode parecer feia, mas não é apenas a refeição, como os petiscos, as bebidas e sobremesas os alvos de um prato que se saboreia frio. O culto da fotografia aumentou nos últimos anos com o boom das redes sociais, em especial o Instagram. A cada restaurante novo (e bonito) que se vá, a cada selfie razoável que se tire e a cada sobremesa deliciosa que se prove, há sempre um smartphone pronto a usar a função da câmera. Hoje, as fotos querem-se bonitas, tal como as dos profissionais.

Isso já é possível. A Saber Viver esteve num evento promovido pela Carte D’Or onde foram apresentadas várias sobremesas, como bolos, e que só estavam completas com uma bola de gelado da marca. No decorrer da degustação, a fotógrafa profissional Isabel Saldanha deu um workshop onde ensinava a tirar fotografias com o telemóvel às tão irresistíveis sobremesas.

Isabel soma ao seu currículo um álbum de fotografias variado  – isto porque vai desde fotografias de moda, celebridades, à sua amada Lisboa e às suas duas filhas, Caetana e Camila. Licenciada em Gestão e fotógrafa de profissão, Isabel já trabalha com rostos tão conhecidos do panorama nacional, como Cristina Ferreira, e a este gosto junta ainda a paixão por escrever. No seu blogue escreve: “Antes sequer de saber manusear uma máquina já eu escrevia. Se tivesse que escolher um aquário, era aqui que vivia. Entre palavras impressas, rabiscos, ensaios e livros. Adoro escrever”. Além de workshops de fotografia, Isabel dá ainda oficinas de escrita criativa.

Tirar fotos a um prato pode ser desafiante e há regras que são capazes de a ajudar a ter um mural de Instagram mais tentador e bonito, sem que se esforce demasiado.

Conheça as dicas de Isabel Saldanha.

Escolha o ponto de foco e calibre a luz

A primeira dica não é complicada. Basta apontar a câmara para a refeição ou sobremesa e com o dedo tocar na zona do ecrã onde quer centrar o foco. Depois, ao lado deverá aparecer o símbolo de um sol (isto dependendo do sistema operativo, claro) e basta puxar a pequena bolinha para cima e para baixo para calibrar a luz.
O importante é que a imagem não esteja demasiado clara, nem muito escura. Tem de encontrar um ponto de equilíbrio para que a foto faça sentido.

Nunca se fotografa comida sem luz natural

“Na fotografia de comida a regra principal é que nunca se fotografa sem luz natural”, diz Isabel Saldanha. A luz artificial pode ser um verdadeiro pesadelo se pretender uma fotografia bonita. Por isso, dispense-a.

As imperfeições são importantes

Aqui é importante que o cenário à volta do prato não seja perfeito. “A comida vai ser degustada, por isso não tem de ser uniforme”, refere Isabel. Enquanto explicava isto, a fotógrafa amachucou a toalha e ainda pegou numa bolacha e esmigalhou-a por cima.
Nem tudo é bonito. Porém, aqui não é essa finalidade – e ainda bem.

Fotografa-se sempre de cima

“As fotografias são sempre tiradas de cima. Além disso, é preciso dar-lhe uma perspetiva de continuidade”, alerta a fotógrafa. Para uma foto clean, a câmara deve ser posicionado por cima do prato e não deve apanhar toda a refeição. A ideia é que apanhe apenas uma parte da comida, ou seja, pode ser fotografar a partir do meio para o lado.

Também pode juntar adereços

O prato não tem de estar sozinha. Para dar continuidade à ideia de “imperfeição”, junte um talher ou outro.

O zoom é proibido

Enquanto o zoom numa máquina profissional é algo muito bem-vindo, no telemóvel a conversa ou outra. Esta funcionalidade é posta de parte quando se usa um smartphone, uma vez que a fotografia perde qualidade. Por isso, não estrague o seu mural de Instagram com uma fotografia “pixelizada”.

Atenção às sombras

Procure o ângulo certo para que a fotografia não seja negligenciada por umas quantas sombras.

A edição é importante

A opção “clarity” na câmara fotográfica deve ser utilizada, uma vez que dá textura à fotografia. Além disto, pode ainda mexer do contraste mas, atenção, nada de exageros. Se carregar muito a fotografia, ela perde os tons intermédios e torna-se demasiado falsa. Edição, sim, mas não em demasia.

 

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