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Entrevistámos a psicóloga clínica Catarina Castro Lopes sobre o mindfulness, a prática que está a ajudar pessoas de todo o mundo a terem mais consciência das suas necessidades e a dar-lhes as respostas mais adequadas.

Como nos explica a psicóloga da Clínica Psinove, “mindfulness significa prestar atenção, com intenção, no momento presente e de uma forma não avaliativa ou crítica, dando-nos a capacidade de observar o que está a acontecer ‘no aqui e no agora’. É simplesmente perceber o que está a acontecer, sem aprovar ou rejeitar a experiência. É um estado de atenção no qual pode tomar consciência dos seus pensamentos, sensações físicas ou emoções no momento em que ocorrem, permitindo-lhe escolher como responde ao que está a acontecer.” Portanto, ajuda a contrariar o facto de vivermos numa sociedade é cada vez mais exigente e competitiva, quer a nível profissional como familiar, conjugal e social. Atualmente, “as tarefas e os afazeres acumulam-se não deixando tempo/espaço para parar ou ’desligar’. Vivemos cada vez mais em piloto automático, no modo ‘fazer’ esquecendo muitas vezes de ‘ser’ e ‘estar’”, realça a especialista.

 

 

Mas afinal como se consegue ter uma atitude mindful? Catarina Castro Lopes mostra-nos como em dez passos:

Ter atenção plena, ou seja, saber o que as coisas são na realidade sem estarmos agarradas às nossas conceções e/ou crenças.

Viver o momento presente, escolher ‘estar’  e ‘ser’ no presente em vez de estar a viver no nosso fluxo de pensamentos ou preocupações. A vida acontece no momento! Podemos passar grande parte da nossa vida a viver em memórias passadas ou a fazer planos para o futuro sem nos darmos conta, impedindo-nos de estar a viver o que está a acontecer no momento.

Aceitar que ‘é como é e está como está’. Ter paciência e aceitar que as coisas têm o seu próprio tempo para se desenvolverem. Não é resignar-se ao que as coisas são, nem aceitar o inaceitável ou adotar uma atitude otimista excessiva. É ver o mundo com maior clareza permitindo-lhe agir de forma mais sábia e fundamentada e mudar aquilo que precisa ser mudado.

Não julgar. Por exemplo, durante a prática de mindfulness não nos criticarmos por a mente ter vagueado e não ter sido possível manter o foco. É natural, a mente pensa tal como o nosso coração bate. Observe apenas o vaguear da mente e volte a dirigir a atenção ao seu foco.

Confiar nas suas sensações, intuições e sentimentos.

Ter uma mente de principiante. Deste modo cada momento é novo, fresco, ou seja, é experienciar as coisas com a mente de uma criança, como se fosse a 1ª vez que o está a viver.

Ter compaixão, por si e pelos outros.

Deixar ir. No mindfulness deixamos intencionalmente de parte a nossa tendência para elevar certos aspetos e rejeitar outros – deixamos a experiência ser o que é e observamo-la no momento. Envolve o desapego do que não gostamos ou do que queremos.

Sem esforço, ou seja, sem tentar chegar a algum lado ou fazer algo.

10º Viver melhor. Vários estudos demonstraram que as pessoas que praticam mindfulness regularmente vivem mais satisfeitas que a média e com mais saúde. Verifica-se um aumento da atenção, concentração e memória, inteligência emocional, resiliência, produtividade e satisfação laboral. Há uma redução do stress, ansiedade, depressão, absentismo e um aumento da pontualidade. Melhora ainda a relação corpo/mente, as relações interpessoais e de comunicação e cooperação.

 

Livros

Um livro para saber mais sobre minfulness e dois para pintar, uma terapia anti-stress para toda a família.

Mandalas e Outros Desenhos Budistas para Colorir

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